Preparando a Assembleia Diocesana

A Arquidiocese de Campinas propõe o tema da Iniciação Cristã para a Assembleia Arquidiocesana. A CNBB debruçou-se sobre a questão da Iniciação Cristã como tema de reflexão e análise no sentido da formação de verdadeiros discípulos missionários, conforme orienta o Documento de Aparecida. “Trata-se de buscar um itinerário de formação que venha ajudar a fazer com que nossa catequese se oriente não apenas para uma preparação imediata aos sacramento, mas para a vivência do seguimento de Jesus, através da vida de comunidade… Essa tarefa da Iniciação Cristã não se restringe aos catequistas, mas a toda a comunidade”. Preparando a referida Assembleia, a Paróquia Cristo Rei, Campinas, refletiu sobre as questões propostas e apresentou o seguinte resultado que será apresentado na Pré-assembleia, na Forania, no dia 12 de setembro..

1.Quais os grandes desafios/dificuldades que a Igreja encontra hoje para a Transmissão da Fé?

1-. Falta de envolvimento dos pais
2-. Falta de formação e capacitação dos agentes de pastoral
3-. Falta de disponibilidade de tempo
4-. O próprio formato e estratégia para a Transmissão da Fé.
5-. Falta de outros momentos de reflexão, além da missa
6-. O não–uso da tecnologia e ausência desses recursos na catequese
7-. Visão e cultura popular superficial e errônea dos sacramentos
8-. Falta de sintonia e/ou Pastoral de Conjunto entre as Pastorais
9-. Falta de vivência comunitária dos cristãos

2.Selecionar três (3) desafios considerados os mais relevantes no sentido de impedirem a ação pastoral, a transmissão da fé.

1-. Falta de formação e capacitação dos agentes de pastoral –
2-. Formato e estratégias de transmissão da fé não estimulantes –
3-. Ausência de espírito e de sentido de comunidade –

3.Apontar as causas dos três desafios indicados que precisam de atenção.

1-. Falta de formação e capacitação dos agentes de pastoral – agentes contentam-se com a forma tradicional do “ensino”, ao invés de buscar novos recursos, estratégias e orientações pedagógicas e metodológicas. O Catequista tem sido um professor que sabe, e ensina quem não sabe. Ele precisa ser um facilitador dos processos de evolução da religiosidade pessoal. A Formação Permanente não ajuda o Catequista a se desenvolver nas três dimensões: o ser (amadurecimento pessoal), o saber (conhecimento da mensagem e do destinatário) e o saber fazer (adequada pedagogia da fé).

2-. Formato e estratégias não estimulantes – agentes usam linguagem inadequada, não exploram os recursos da tecnologia, não levam em conta o seu destinatário, no contexto social em que vive, mas se restringem a apresentar um conjunto de doutrinas e normas morais para “saber” – impedindo que o ouvinte possa “saborear”. O Catequista não usa uma adequada pedagogia da fé, fiel à mensagem e à pessoa.

3-. Ausência de espírito e de sentido de comunidade – o planejamento pastoral não tenta superar o individualismo do mundo moderno para entender a pastoral como um todo. Não busca superar a separatividade que entende o mundo, a sociedade e as pessoas, divididas e separadas em departamentos estanques. O modelo de paróquia, hoje, é uma instituição inadequada para os nossos tempos de urbanização crescente e de secularização. A meta do planejamento deve ser a comunidade: é na comunidade que o cristão vive, aprofunda e celebra sua fé, e responde ao chamado de Cristo de ir para o mundo para anunciá-lo e testemunhá-lo. A fé não é mais fruto da herança familiar, mas conseqüência de convicções construídas a partir da vivência em comunidade. Criou-se um cultura católica de apenas freqüentar a Igreja, receber seus benefícios e usá-la para receber os sacramentos.