- Padre Wilson Denadai

- Cônego Luiz Carlos da Fonseca Magalhães

 

 

Padre Lívio Gabrielli
Primeiro Páraco da Igreja de Cristo Rei

Texto do discurso do Dr. Fernando Panattoni,
proferido por ocasião do descerramento da placa alusiva ao Pe. Lívio Gabrielli,
um ano após seu falecimento.

"Esta placa encerra uma história, história que sucintamente passo a narrar-vos.

Certo dia, no norte da Itália, um jovem recebeu o chamado de Deus e atendeu-o.

Ingressou no seminário e, dentre muitos dos chamados, foi um dos poucos escolhidos, sendo ordenado sacerdote, da Ordem dos Missionários de Nossa Senhora da Consolata.

Entregando toda a sua vida a Deus e à Santa Madre Igreja, foi promovendo verdadeira semeadura, até que sobreveio a II Guerra Mundial, com seu horrores, perdurando desde 1939 até 1945.

Dentre as potências que constituíram o chamado Eixo, encontrava-se a Itália e, como todos vós sabeis, a Igreja procura estar sempre junto das almas, para conduzí-las à eternidade, de tal sorte que, em ocasiões de guerra, são destacados capelães, para acompanharem as tropas militares e prestarem assistência aos combatentes.

Esse jovem sacerdote foi assim designado e, antes de partir, procurou avistar-se com Sua Santidade o Papa, para receber-lhe a bênção.

Na época, o Pontificado tinha como titular Pio XII, o célebre e santo Eugenio Pacelli, também italiano, nascido na própria Roma.

Sem ao menos saber com faria para chegar até o Sumo Pontífice, o jovem padre foi ao Vaticano e, nas escadarias, acidentalmente avistou um monsenhor, da sua ordem sacerdotal, a quem disse a sua pretensão. Coincidentemente, tratava-se de um dos secretários do Pio XII, hoje São Pio XII.

Conduzido à sua presença, de joelhos recebeu uma bênção especial e , após, arriscou uma pergunta: "Santidade, eu volto?"

Sim, porque a partida para o campo de batalha encerrava sempre uma incógnita em relação à volta. Muitos, como antecipadamente se sabia, jamais voltariam. A morte era quase uma certeza.

Pio XII, com seu semblante sereno e santo, fechou os olhos, permaneceu silente por algum tempo e, a seguir, tocando com as mãos a cabeça do jovem padre, disse-lhe com toda segurança: "Você voltará, meu filho". E assim abençoado, o novel capelão rumou para o campo de batalha, onde presenciou e sofreu grandes crueldades. A morte rondou-o inúmeras vezes, sem que, contudo, o alcançasse.

Certa feita, encontrando-se em um imóvel, ao dirigir-se para o café da manhã, no andar superior, sentiu que uma força estranha o impelia para fora. Algo lhe dizia, "vai embora, vai embora". Sem saber explicar como e porque, deixou tudo e foi para a parte externa, onde havia uma pequena trilha de terra batida, na qual viu uma bicicleta abandonada. Tomou-a, passou a pedalar quando surgiram aviões das forças contrárias e bombardearam o local. Somente ele sobreviveu.

Muitas outras ocasiões de perigo foram vividas e por ele diversas vezes narradas, sem que a morte o arrebanhasse. Eram "coincidências divinas", como assim ele as denominava.

Porém, as maiores agruras, foram vividas em campos de concentração, nos quais permaneceu preso durante muito tempo. Neles, comeu o que nos dá nojo somente ao olhar, para poder sobreviver.

Até que, finda a guerra, ao retornar para a Itália, então quase arrasada, recebeu a incumbência de vir para o Brasil, para aqui dar prosseguimento à sua labuta.

Neste local, onde agora nos encontramos, havia tão somente um terreno baldio.

Vindo do vizinho distrito de Barão Geraldo, o intrépido sacerdote, que não teve receio sequer de uma guerra, não receou também a nova faina que o aguardava, de erguer no que era então apenas solo nu, um novo templo de Deus e da Sua Igreja.

Empreendeu com denodo a outra luta e dela se saiu vitorioso, conseguindo erguer esta casa de Cristo Rei, que não é nenhum palácio, à altura do seu Real Soberano, Ele que é Rei dos Reis, mas que nos abriga muito bem, nos momentos de encontro com Aquele que enxergamos não apenas como nosso Rei, mas como nosso Rei e nosso Pai.

Dispensando um tratamento sério às coisas de Deus e da Igreja, exigente no estrito cumprimento das normas canônicas, foi muitas vezes incompreendido, por todos nós; todos, sem exceção alguma.

Porém, compreendendo o passado de traumas e amarguras por ele vivido, principalmente durante a II Guerra Mundial, muitos passaram a entender sua maneira um tanto severa de agir, tornando-se dele verdadeiros amigos.

Todos porém, são unânimes em reconhecer seu grande valor, sua dedicação contínua e incansável, à sua Paróquia e ao Carmelo, onde celebrava diariamente o Santo Sacrifício da Missa, aqui no período noturno e lá, no matutino.

Dono de invejável cultura, dominando cinco idiomas - italiano, francês, inglês, português e alemão - e com seguros conhecimentos de latim e grego, procurava em seus sermões, tornar-se acessível a todos, desenvolvendo um esforço contrário ao aperfeiçoamento que se deve buscar, para que tivéssemos a compreensão de suas mensagens, sempre enriquecidas por narrativas edificantes, máxima da vida de santos, que serviam de exemplos magnânimos para todos quantos o ouviam.

Lembro-me bem, que gostava de citar São Maximiliano Kolbe, que preso em campo de concentração, ofereceu-se para ser morto no lugar de um chefe de família, sob a alegação de que este faria uma falta muito maior, porque tinha mulher e filhos para cuidar. Morreu e foi canonizado, depois de fornecer essa enorme prova de amor ao próximo.

E o sacerdote de quem vos falo, sempre enfatizava, que não existe maior prova de amor, do que aquela que consiste em dar a própria vida por quem se ama, como fez Nosso Senhor Jesus Cristo, no Calvário, por nós.

Pois bem, esse sacerdote, vós o sabeis, foi o Padre Lívio Gabrielli, nosso primeiro pároco, o artífice da construção da nossa Igreja, que é a Igreja de Cristo Rei.

Muitas vezes não o compreendi. Inúmeras vezes divergi dele. Até que, depois de algum tempo, passei a compreendê-lo melhor e dele, juntamente com toda a minha família, tornei-me um grande amigo, assim como muitos dos seus paroquianos também o fizeram.

Todavia, por mais que dele divergíssemos, por mais que não aceitássemos algumas de suas determinações, sempre sobrava, no âmago de uma análise séria e isenta, o reconhecimento pela sua dedicação, pela sua perseverança, pela sua coerência e, sobretudo pelo seu grande e profícuo trabalho, inclusive material.

Para os que não sabem, convém lembrar que até o sistema de eletricidade da Igreja, por ele foi feito, até que um dia, caiu de uma escada, fraturou uma das pernas e caminhou trôpego, até o final de sua vida, esse mesmo final, que acompanhei de perto e posso assegurar-vos: foi a morte de um santo.

Na noite anterior, suportou dores atrozes, expelindo sangue. Simplesmente para não me incomodar, deixou de telefonar-me, somente o fazendo ao clarear do dia. Entristecido, levei-o então ao hospital e, depois de devidamente atendido e acomodado, lá o deixei. Cerca de duas horas após, para grande surpresa, recebi o comunicado de seu falecimento.

E sabeis como faleceu?

Simplesmente cerrando os olhos, silente, com toda serenidade. Com a serenidade de quem viveu para Deus e para o próximo, merecendo ganhar a vida eterna, como nos parece e, certamente, deve ter parecido também ao nosso Pai celestial.

Foi toda uma vida consagrada a Deus, uma prova de amor maior, dirigido sempre ao Criador e às criaturas.

Dele, fica gravada no átrio da sua Igreja, esta lembrança, em nossos corações, em nossas almas, o exemplo edificante que dele recebemos.

Compete a nós prosseguir a sua obra.

Para a nossa felicidade, tivemos em seguida conosco, embora temporariamente, o Padre Guedes, que em curto espaço de tempo nos cativou e a seguir, agora em caráter definitivo, o Padre Wilson Denadai, que tem se mostrado outro operoso sacerdote, sempre disposto a ouvir-nos e a aconselhar-nos, agora empenhado na reforma do salão paroquial. Depois, outras lutas necessariamente virão.

O forro da nave da Igreja deverá ser feito. A própria imagem que encima o altar, não é a característica de Cristo Rei, mas sim a do Sagrado Coração de Jesus.

Ainda há muito por fazer. Mas, com o Padre Wilson à frente, tudo será feito, estou certo, ao seu tempo.

É o propósito que deverá animar-nos, a todos quanto aqui estamos e aos que por qualquer motivo não puderam comparecer, como é o caso do nosso Arcebispo, Dom Gilberto Pereira Lopes, que, todavia, está presente em espírito, o que, como já dizia Ruy, significa estar presente em verdade.

Que o descerramento desta placa sirva, para nós, de recordação da história que ela simboliza, de elemento motivador para o prosseguimento em nossa luta diária, sempre por amor a Deus, a Ele oferecendo cada minuto de cada dia, cada tarefa por simples que possa ser e, principalmente, que sirva de recordação do exemplo que ficou, de uma vida digna, reta, honrada e devotada ao Senhor e à sua Santa Igreja.

Sim, porque é bem certo que as palavras comovem, mas os exemplos arrastam!"

 

 

Padre João Aparecido Passadori

Pe. João Aparecido Passadori nasceu em Serra Negra, no dia 01 de janeiro de 1959. Membro de uma família de imigrantes italianos, cresceu e viveu até os 18 anos na convivência de seus pais e de seus irmãos, Maria Tereza e Luis Antonio.

Estudou e trabalhou em sua cidade natal até 1981, época em que completou 21 anos e mudou-se para Campinas ingressando no Seminário da Imaculada - Filosofia, como candidato ao presbiterato. Concluiu os cursos de Filosofia e Teologia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Foi ordenado sacerdote em Serra Negra, no dia 25 de novembro de 1988, pelo Arcebispo Metropolitano de Campinas D. Gilberto Pereira Lopes. Iniciou sua missão presbiteral na Paróquia Nossa Senhora da Candelária, em Indaiatuba. Neste período, exercia conjuntamente, a missão de Coordenador Arquidiocesano da Pastoral da Juventude, Coordenador Arquidiocesano da Pastoral Vocacional, Coordenador de Pastoral do Colégio Pio XII e Professor no Instituto de Teologia - departamento de disciplinas auxiliares - na Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Em 1990 assumiu a direção da Paróquia Cristo Rei, Jardim Chapadão, em Campinas permanecendo junto a esta Comunidade até o dia 31 de janeiro de 1993. Após esta data, recebeu a nomeação de pároco para a Paróquia de Santana, em Vinhedo, na qual tem desempenhado suas funções de líder espiritual animando e coordenando suas comunidades. Além de outros serviços que presta à sociedade junto às Entidades Assistências do município, destaca-se o zelo para com os pobres cuidando do Lar da Caridade de Vinhedo, do qual e presidente há seis anos.

Como símbolo da boa receptividade junto ao povo dessa cidade, foi condecorado no dia 11 de fevereiro de 1998 com o título de "Cidadão Vinhedense". Atualmente é o Vigário Forâneo da Forania Santa Cruz, que compreende as Paróquias de Valinhos e Vinhedo (SP).

 

 

Padre Wilson Denadai

O Pe. Wilson Denadai nasceu na maternidade de Campinas, às 18 horas do dia 13 de Janeiro de 1948, embora seus pais residissem no então distrito de Hortolândia. É filho de Antonio de Nadai e Ana Vedovatto de Nadai.

Iniciou seus estudos na escola mista do então bairro de Nova Veneza com a professora Olímpia Benedita Paiola, completando a quarta-série no Grupo Escolar Prof. André Rodrigues de Alkmim, na cidade de Sumaré, SP. Ainda em Sumaré, também cursou o primeiro grau no Ginásio Estadual e formou-se Técnico em Contabilidade no Colégio Comercial.

Durante seus estudos, trabalhou na Metalúrgica Eletrometal Aços Finos S/A e, por muitos anos, na 3M (Minesota Manufatureira e Mercantil Ltda), de onde se demitiu aos 30/11/68 para ingressar inicialmente no curso de Filosofia da PUCCAMP e posteriormente no curso de Teologia dos Frades Capuchinhos no Seminário São Francisco em Nova Veneza, a fim de preparar-se para o Presbiterato para a Arquidiocese de Campinas.

Foi Ordenado Presbítero por Dom Antonio Maria Alves de Siqueira no dia 07 de Julho de 1974, na Igreja Matriz de Nova Veneza. Inicialmente, foi vigário paroquial na Matriz de São José, em Mogi-Mirim e, no dia 07/11/74, assumiu sua primeira paróquia em Limeira: a Paróquia Nossa Senhora Aparecida.

Com o abrupto falecimento de seu pai, foi transferido para Sumaré como vigário paroquial da matriz de Sant'Ana e, a seguir, permaneceu nove anos ligado à Província dos Capuchinhos de São Paulo. Trabalhou na Basílica N. Sra. Aparecida, em São José do Rio Preto, SP e nas favelas de Americanópolis, na capital. Foi ecônomo provincial na sede da Província e professor em seus seminários filosófico-teológicos. Durante esse tempo, a pedido de seus superiores, formou-se bacharel em Psicologia e Psicólogo Clínico pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Em 1986, é re-incardinado na Arquidiocese de Campinas por D. Gilberto Pereira Lopes. Passa então a assumir os Cargos de Capelão Geral do HC-UNICAMP, Administrador das Comunidades da Vila Costa e Silva e Santa Genebra, Pároco da Paróquia Bom Jesus do Bonfim, Reitor do Seminário Imaculada-Teologia, Professor nos Institutos de Teologia e Psicologia da Puccamp e Pároco da Paróquia Cristo Rei.

Durante seu trabalho como Capelão, fez também o mestrado em Psicologia Clínica, apresentando sua dissertação conclusiva com o título: "A morte como símbolo de transformação", dentro da abordagem teórica da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung.

De 1984 até os dias atuais, atua como Psicólogo Clínico, presentemente num trabalho de psicologia clínica social e no atendimento de religiosos e seminaristas.

Em fevereiro de 2002, foi nomeado Vice-Reitor da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Durante 10 anos consecutivos, foi Pároco da Igreja Cristo Rei (Campinas - SP), onde exerceu essa atividade até outubro de 2002.

 

 

Cônego Luiz Carlos da Fonseca Magalhães

Sacerdote e jornalista, fotógrafo, editor e revisor de texto, filho de José da Fonseca Magalhães e de Maria de Lourdes de Camargo Magalhães, nasceu em Jundiaí, em 6 de março de 1937.

Cursou o primeiro grau em Campinas, no Grupo Escolar "Orozimbo Maia" de 1944 a 1947 e no Seminário Imaculada, de 1948 a 1956.
Fez Filosofia e Teologia no Seminário Maior do Ipiranga, São Paulo, de 1957 a 1963.

Ordenou-se sacerdote em 1o de dezembro de 1963.

Fez o Curso de Psicopedagogia Catequética no Instituto Catequístico Latino-americano da Universidade Católica em Santiago do Chile em1966 e participou do Curso de Pedagogia e Metodologia Catequética e Juventude, no Instituto Latino-americano de Manizzalles, Colômbia, em 1970.

Fez o Curso de Comunicação Social, área de Jornalismo, na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, de 1973 a 1976.

Recebeu a nomeação de Cônego Honorário da Arquidiocese de Campinas, sendo que a sua posse foi no dia 14 de novembro de 1995 e o título de Cidadão Campineiro em maio de 1996.

Cargos e Funções:
1. Coordenador e Assessor da Pastoral Catequética: 1963-76.
2. Vigário Auxiliar da Paróquia N. Senhora das Dores, Cambuí, Campinas: 1963-71.
3. Membro do Cabido Metropolitano de Campinas.
4. Membro do Colégio dos Consultores e do Conselho de Presbíteros da Arquidiocese de Campinas.
5. Capelão da Capela de Santa Cruz de 1965-71.
6. Orientador Espiritual do Colégio Ave-Maria, de 1965-78.
7. Assessor Pastoral da Paróquia de Santa Teresa D' Ávila, Parque Industrial, Campinas, auxiliar do Padre José Bouchard: 1971-83.
8. Roteirista na TV Campinas-Globo, para o programa "Santa Missa em seu Lar": 1979-1984.
9. Orientador Espiritual do Colégio Dom Barreto.
10. Vigário Substituto da Basílica do Carmo, durante a enfermidade do Mons. Geraldo Azevedo: 1983-85.
11. Professor da Pastoral da Comunicação da PUC-Campinas: 1978-1998.
12. Pároco da Paróquia N. Senhora das Graças, Campinas: 1986-2002.
13. Atual Pároco da Paróquia de Cristo Rei, Jardim Chapadão, Campinas, tendo tomado posse em 2 de novembro de 2002.
14. Assessor de Comunicação da Arquidiocese de Campinas desde 1988 até atualmente.
15. Editor da Revista "A Tribuna", da Arquidiocese de Campinas (desde 1973 até atualmente); articulista dos jornais Diário do Povo e Folha do Taquaral (1998-2001); radialista na Rádio Educadora (1985-89), Rádio Central (desde 1999) e Rádio América (desde 2000); Correspondente da Rede Vida (desde 2000).

Especializações:
1. Licenciado em Filosofia e Teologia no Seminário Maior do Ipiranga, São Paulo: 1957-1963.
2. Psicopedagogia na Universidade Católica do Chile: 1966.
3. Pedagogia e Metodologia da Juventude, em Manizzalles, Colômbia: 1970.
4. Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Campinas: 1973-1976.
5. Retiros e Seminários da UNIPAZ: Universidade Holística Internacional da Paz
6. Formação de Base e Meditação na Organização Brahma Kumaris.

Publicações:
1. A arte difícil de Evangelizar. Ed. Paulinas, 1973.
2. Pais e Filhos ao redor da Mesa Eucarística. Ed. Paulinas, 1980.
3. Vivamos nossa Fé. Ed. Paulinas, 1976.
4. Portal da Natureza. Ed. Cappeli, 2000.
5. Opúsculos de Catequese, Pastoral, Comunicação e Celebrações.
6. Artigos nos jornais: Diário do Povo e Folha do Taquaral.

Programas:
1. Programa do Bambuzinho, na Rádio Educadora de Campinas e Rádio Central, desde 1999.
2. Programa Ave Maria, na Rádio América, Campinas: de 2001 a 2002.