Luiz Carlos F. Magalhães: "Caminhos da Comunicação na Arquidiocese de Campinas". Editora Átomo, 2004
Nossa riqueza vem da contribuição daqueles que tiveram coragem de fazer história superando todos os desafios que apareceram no caminho. Nós somos fruto do passado. O que fazemos hoje dá continuidade a essa maravilhosa construção que começou nos sete dias da criação. Como diz Huberto Rhoden, só Deus é criador, nós somos criadores, fazemos e construímos com aquilo que temos em mãos e que herdamos do passado. Com espírito de gratidão e humildade, quis lançar um olhar ao passado para registrar os nomes de todos aqueles que tornaram possível a presença da Igreja de Campinas nos Meios de Comunicação Social e a presença desses Meios na Igreja.
São João da Cruz: "O amor não cansa nem se cansa" . Editora Paulus, 2005 (5a. edição)
Muitos cristãos cansados do devocionismo estão buscando na contemplação um espaço mais amplo e silencioso para se comunicar com Deus. "...Javé vai passar... e ouviu-se uma brisa suave". Conhecer a "Noite escura" de São João da Cruz é aprender novos caminhos da espiritualidade e buscar solução para "o drama da angústia existencial em que nos encontramos envolvidos". Ler este livro é fazer a opção de "entrar na dinâmica de Deus e ser alguém sedento de paz e alegria, buscando a "fonte cristalina" onde se encontra a água pura. São João da Cruz ensina a "despojar-se de tudo o que não é Deus para chegar à posse de tudo". O livro convida a pôr-se a caminho corajosamente na aventura da fé.
Carl Honoré: "Devagar". Editora Record, 2005
Uma nova revolução é proposta pelo autor neste livro que não é de auto-ajuda como pode parecer. Quem é que agüenta andar a 20 km por hora nesse mundo cada vez mais rápido? É preciso divagar, meditar e ir devagar. Essa filosofia cresce no mundo inteiro e é uma resposta ao moderno e frenético ritmo de vida. "Não faço dez coisas quando posso fazer cinco", diz Carl Honoré. Sem ser radical, ele sabe que alguns afazeres exigem rapidez, mas isso é encarado de outra forma. A crítica tem dito que é um movimento elitista, pois, sugere trabalhar menos; mas o que ele propõe é "um caminho intermediário, sem substituir o culto à velocidade pelo culto à lentidão", disse ele à Revista Época. O autor é jornalista canadense que morou nove meses no Brasil.
James C. Hunter: "O Monge e o Executivo". Editora Sextante, 2004
Este não é apenas mais um livro. É a história de um famoso empresário que abandonou sua brilhante carreira para se tornar monge. Ele organiza um retiro no mosteiro beneditino para ensinar como preparar e treinar verdadeiros líderes. Consegue abrir para ouvintes e participantes um novo horizonte na forma de lidar com os outros. Defende que a base da liderança não é o poder e, sim, a autoridade, conquistada com amor, dedicação e sacrifício. Ensina que respeito, responsabilidade e cuidado com as pessoas são virtudes indispensáveis a um grande líder. Ou seja: para liderar é preciso estar disposto a servir. Tem algo diferente da prática do Mestre que lavou os pés dos discípulos e disse: "Eu não vim para ser servido..."
Dario Fortes, Jean Lauand, Márcio Fernandes da Silva: "Opus Dei - Os bastidores" Editora Verus - 2005
Vale a pena ler esta obra para conhecer os bastidores desta polêmica instituição da Igreja Católica. Os autores se basearam "em sua própria vivência e nos testemunhos e depoimentos de ex-membros da Obra". O intuito é "esclarecer, oferecer dados para sérias reflexões, denunciar atitudes abusivas, preconceituosas, castradoras, oportunistas". A leitura do livro deixa uma pergunta: "a história que a Opus Dei transmite coincide com o que os seus ex-membros relatam sobre ele"? Para se fazer crítica de algum movimento ou grupo é preciso conhecê-lo por dentro. E ouvir aqueles que dele participam ou participaram. Que tal uma leitura desse livro para uma análise e conclusão pessoal?
John Kirvan:
"Nada te perturbe: uma jornada ao centro da alma com Teresa
D'Ávila". Editora Verus, 2000.
Trata-se de um pequeno manual de oração a partir de orientações
de Teresa D'Ávila, muito próprio para a oração
pessoal na vida moderna. Contém orações para 30 dias consecutivos.
Huberto Rohden:
"Sabedoria das Parábolas".
Para entender melhor
o evangelho e aplicá-lo à nossa vida concreta, nada melhor
do que ler este livro escrito por um professor e mestre espiritual da
Terceira Humanidade. Ele já traduziu todo o Novo Testamento e
escreveu a biografia "Jesus Nazareno". Ele explica
em linguagem simples e atual, o simbolizado que está por detrás
de todo símbolo. O livro "Sabedoria das Parábolas"
é verdadeiramente um poderoso e sagrado fermento que transmutará
todas as nossas vivências profanas, e nos colocará diante
do portal da auto-iniciação.
Pierre Weil: "A Arte de viver em Paz", Editora Gente, 1990 (5a.
edição).
Nesta obra
recomendada pela UNESCO como um novo método holístico
de educação para a paz, Pierre Weil integra a linha educacional
à arte de viver. É um livro que interessa aos educadores
e às pessoas que procuram despertar a paz dentro de si (ecologia
interior), com os outros (ecologia social), a paz com a natureza e a
paz com Deus. Felizmente
uma nova consciência está se estabelecendo no espírito
de grande parte das pessoas. inspira uma ourtra maneira de encarar a
ciência, filosofia, arte e religião. Momento de síntese,
de integração e globalização.
Nilton Bonde:
"A dieta do Rabino",
Imago Editora (6a. edição).
"Diga-me
o que comes, e eu te direi quem ´és". Numa linguagem
simples e ao mesmo tempo poética, Nilton Bonder trata da milenar
sabedoria do judaísmo, tomando como ponto de partida algo tão
prosaico quanto é o alimento. É extrordinária a
arte das metáforas que o tema propicia. Um médico judeu
dá testemunho do inusitado da abordagem feita por ele, num assunto
quase sempre árido. Com esse rabino se aprende realmente o que
significa comer, como comer e quando comer! O alimento,
diz-nos ele, representa uma forma de expressão concreta de nossas
trocas e se presta como símbolo destas variadas dimensões
ou mundos da existência. Em outras palavras: alimentar-se não
é uma simples questão de manter o organismo vivo e funcinante.
O alimento introduz-nos no complexo mundo regido pela economia das trocas
simbólicas; adquire, pois uma iomportância transcendente.
Para ser correto: podemos saborear este livro com tranquilidade, verdadeiro
banquete espiritual e intelectual.
José Comblin: “Desafios dos cristãos do século XXI”, Editora Paulus, 2000
Um tema marcou bastante a III Conferência Geral do Episcopado Latino-americano em Puebla: a opção preferencial pelos pobres e excluídos. Em todos os planos de pastoral, durante anos, essa linha de pensamento e de ação vem sendo priorizada, chegando até a dividir opiniões dentro e fora da Igreja. Desde os anos oitenta isso vem se repetindo. No entanto, na visão do autor, esse discurso está sempre mais distante da realidade e a Igreja está se distanciando cada vez mais dos excluídos. As conquistas sociais do século XXI, segundo ele, ficaram anuladas ou estão desaparecendo pouco a pouco. Conclusão: os tempos exigem avaliação constante e levantamento dos desafios que a realidade apresenta. Por isso, sugere o autor que "É preciso refazer o que foi feito, e da melhor maneira possível". Mudar é preciso, não mais através da revolução. Essa solução para resolver os desafios já passou. Conversão no modo de ser e viver é o que se espera do crisão.
Augusto Cury: "Pais brilhantes, Professores fascinantes " , Editora Sextante, 1978 (7a. Edição).
A educação das crianças e adolescentes, eis a questão e o grande desafio para pais e mães, professores da pré-escola, do ensino fundamental, médio e universitário. É uma arte difícil nos dias de hoje. O que fazer? Será que existe solução? A educação mundial passa por uma crise sem precedentes. O psiquiatra e cientista Augusto Cury oferece neste livro um subsídio riquíssimo para reflexão e diálogo em grupo. Qual a realidade? Solidão e dificuldade de expressar as próprias emoções e sentimentos são uma barreira que atinge tanto educandos como educadores. Estresse e ansiedade fazem parte da vida dos jovens e adultos. As facilidades para adquirir informações crescem e se multiplicam, mas as novas gerações não são treinadas para pensar, somente para copiar e repetir informações. Que caminho seguir? O autor sugere cultivar as emoções e expandir a inteligência. E ainda: sete hábitos de pais brilhantes e professores fascinantes; sete pecados capitais dos educadores; e técnicas pedagógicas para revolucionar a casa e a sala de aula.
Evaristo Eduardo de Miranda: “A sacralidade das águas corporais” , Editora Loyola, 2004.
" De onde vais tirar a água viva?", perguntou a Samaritana a Jesus. Foi na conversa com Jesus que ela descobriu o verdadeiro sentido da água e decidiu deixar para trás o seu cântaro e o seu passado para ficar com a "água que jorra para a vida eterna". Vale a pena percorrer o caminho das águas com Evaristo de Miranda para se chegar a uma visão mais profunda das águas na tradição judaica e cristã. Utilizando seus dons de pesquisador e estudioso da Bíblia, o autor deste livro nos ajuda a mergulhar nos textos bíblicos para aprender a ultrapassar a materialidade da água para ler e entender além das palavras. Águas naturais, águas santificadas, águas contaminadas e águas poluídas estão presentes na história e nos acontecimentos de muitos personagens da bíblia e em muitas situações humanas. Passa a ser causa e motivo de alegria ou de dor, de cura ou de enfermidade, de vida ou de morte.
Jean Yves Leloup: “ A arte da atenção” , Editora Verus, 2002.
Nada está pronto, feito, acabado. Estamos e vivemos num processo permanente a caminho do Ser. Mas para isso precisamos de muita atenção. Somos envolvidos e pressionados pelo tempo, pelo fazer e pelo ter. Muitas coisas pensamos e fazemos ao mesmo tempo, prejudicando a qualidade de ser. O fazer está acima do ser. Dá-se mais valor à produção que à evolução e transfiguração do Ser. A atenção é realmente uma arte que se pode aprender e desenvolver. Atenção exige concentração, disposição, paciência, perseverança. A atenção prioriza o ser acima do fazer, proporciona uma viagem ao interior do ser para colher os frutos do fazer e saborear o cotidiano. O autor nos ajuda a desenvolver a arte da atenção no sentido de estar presente em todas as ações, em todas as situações, para não viver tão ausente da vida, dos acontecimentos e das pessoas. Estar presente é estar atento. É redescobrir a arte da escuta e da comunicação.
Alexis Carrel, Huberto Rohden, Joel S. Goldsmith, Lauro Trevisan Krishnakurt, Norman V. Peale: “ O Poder da Oração ”, Livro Clipping - Editora Martin Claret.
A lei da separatividade continua ainda presente na sociedade moderna. O ser humano ainda não aprendeu a integração, a comunhão, a transdisciplinariedade. A oração permanece, para muitos, como algo separado da vida, das ações diárias: uma hora para rezar, em determinado lugar, em um certo tempo, com certas fórmulas. Para os outros mestres de espiritualidade, orar é outra coisa. A verdadeira oração é a mais perfeita integração da criatura com o Criador. É uma atitude essencialmente permanente e não apenas um ato transitório. Os vários autores aqui apontam um caminho seguro para orar. E mais que isso, mostram que "o poder da oração não está no orante, mas no mundo espiritual, com o qual o orante se põe em contato". Um capítulo que trata da "Busca da Verdade" traz um bela meditação sobre "A Oração ensinada por Jesus", refletindo sobre os "requisitos necessários para bem orar", e "como a oração é amor, é energia, é poder". Vale a pena ler o artigo do Dr. Alexis Carrel que fala do poder e dos efeitos psicofisiológicos e curativos da oração. A surpresa está na última página onde lemos: "Este Livro-clipping não tem um final. A partir daqui ele continua em você... como um poderoso fermento criador!"
Anselm Grün: "Mística - e - Eros", Lyra Editorial, 2002.
Nossa geração tem que caminhar muito ainda para aprender, na mente e no corpo, e ao mesmo tempo, compreender a possibilidade de sanar a dicotomia corpo e alma, mística e eros, sexualidade e amor a Deus. A linguagem deste livro polêmico é de uma beleza incomum e dá condições para um aprofundamento real da espiritualidade sexual. Refletindo a mística do amor e eros, Ansel Grün apresenta o ponto de vista de Walter Schubart, de Teilhard de Chardin, além da citação de outros místicos e teólogos, psicólogos e filósofos, para chegar à mística e eros do cotidiano. Daí o autor, em mão dupla com Gerhard Riedl, oferece um ótima subsídio para refletir sobre mística e eros na vida conventual e na família. "Com simplicidade e profundo conhecimento das tradições religiosas, bem como das grandes correntes da psicologia profunda, escreve a tradutora, Sonia R. Lyra, o autor nos convida a integrar mística e eros, sexualidade e vida religiosa, matrimônio e vida mística, como o caminho que conduz verdadeiramente à experiência do amor de Deus, no mais íntimo de nós mesmos".
Joel S. Goldsmith: “ O Trovejar do Silêncio ", Martin Claret Editora.
A força e o poder do silêncio. Temos que descobrir nossa capacidade de fazer silêncio para ouvir a voz de Deus que fala em nosso interior. Sentir a presença dessa Luz: quando a Luz entra em nós, não sabemos para onde vai a escuridão. Joel Glodsmith é um judeu norte-americano, conhecedor profundo do Velho Testamento. Mas que trabalha muito bem o Sermão da Montanha, o perdão, a oração e o texto "Ouvi o que foi dito aos antigos...". A leitura desse livro nos leva a uma viagem interior para perceber que "este é um universo espiritual", que se baseia na graça de Deus, e não na força e no poder; e que não há separação entre espiritual e material, divino e humano. A consciência de que somos filhos de Deus se aprofunda ainda mais com a leitura desse livro que leva à prática, à vivência.
Anselm Grün: “O céu começa em você”, Editora Vozes.
A experiência dos primeiros monges que viveram por volta dos anos 300 a 600 dC nos é transmitida neste livro. Uma espiritualidade a partir da base que responde às necessidades e anseios atuais. Uma espiritualidade que começa em nós, em nossos pensamentos, sentimentos e paixões. É a sabedoria dos padres do deserto que nos leva a um encontro conosco mesmos. Anselm Grün, é alemão, doutor em teologia, dispenseiro da abadia beneditina que tem escrito muitos livros de meditação e exercícios espirituais. Ele nos diz que não é fácil entender o pensamento dos monges, mas isso não deve servir de empecilho para ver neles uma fonte de inspiração e renovação espiritual para os dias atuais. Para isso é preciso desenvolver em nós a arte de calar-se, o exercício do silêncio.
Jean Yves Leloup: “ Palavras da Fonte ”, Editora Vozes, 2000.
Vale a pena ler estes comentários sobre trechos dos evangelhos de Maria Madalena e Tomé. Como teólogo, filósofo e psicólogo, Jean Yves faz uma leitura transdisciplinar destes inspirados textos dos livros sagrados. Ao longo da obra, ele demonstra possuir qualidades humanas de análise e de síntese para a escuta profunda e inclusiva dos ensinamentos crísticos. Como disse alguém, para traduzir Cristo precisaremos de alguém que seja plenamente humano. E o autor demonstra ter muita intimidade com Ièshoua ben Ioseph . Este livro é um texto fluído e tocante, com a magia de um sussurrante diálogo que abre a inteligência e aquece o coração. Suas vastas e ousadas reflexões, sobretudo o tema da sexualidade, estão fadadas a constituir um marco definitivo na releitura da epopéia do Ser Humano que soberanamente triunfou no berço da cruz, integrando o mais divino ao mais humano, na Alquimia ardente do Amor
Padre Benedito Ferraro : “ Cristologia ”, Editora Vozes, 2004.
Conhecer a Pessoa de Jesus e por em prática seus ensinamentos é um compromisso de todo aquele que se propõe a assumir Jesus como um Mestre para sua vida. Ferraro diz que fazer Cristologia é tentar compreender a significação da vida, da prática, da mensagem, da morte e da ressurreição de Jesus para os homens e mulheres de hoje. Quem é Jesus? Se o escolho como meu Mestre como ser discípulo? O autor mostra que Jesus é visto como alguém que assume a realidade de seu tempo e revela Deus a partir de seu enfrentamento com as injustiças da Palestina do I século, que o levaram à morte. Jesus vem anunciar o Reino de Deus: esta é a chave para a compreensão de sua morte, exatamente por ser a palavra portadora da mais explosiva ideologia da época. A ressurreição é compreendida como a grande reviravolta operada por Deus no fim trágico. Pela ressurreição temos a grande novidade que a Cristologia busca resgatar hoje: a experiência pascal não apaga a imagem histórica de Jesus, mas a revela em profundidade. Neste sentido, aceitar a ressurreição é sempre um convite para a retomada da prática de Jesus. A melhor forma de resgatá-la é através da constituição de comunidades cristãs conseqüentes com a prática histórica de Jesus.
Mattew, Dennis e Sheila Linn: "Cura da dor mais profunda", Editora Verus, 1999.
Ainda devemos falar sobre inferno, limbo, purgatório? Você sabia que o Missal Romano inclui a “Missa nas exéquias de uma criança ainda não batizada”? E a respeito de crianças abortadas naturalmente ou não, e um natimorto? O que acontece com elas após a morte? Podemos rezar por elas? E o que dizer da Oração pelos suicidas e o contato com nossos antepassados? E sobre o ocultismo? Temas como esses parecem ultrapassados. Não são mais temas tão frequentes nas homilias e nos catecismos! Será mesmo?! Qual a visão do Homem e qual a visão de Deus sobre tais assuntos? Será um grande pecado de omissão deixar de se aprofundar nesses temas e atualizar os conhecimentos! Repetir doutrinas passadas pode causar graves danos espirituais às pessoas e complexo de culpa. Três pessoas se uniram para escrever sobre esses assuntos que tira a paz de tanta gente. O livro é o resultado de muitas experiências vivas, pesquisa, estudo e aprofundamento. Dennis e Sheila Linn moram com seu filho John, em Colorado, e Mattew Linn vive numa comunidade jesuíta, em Minnesota. Além da informação, o Livro se utiliza da teologia e das descobertas da psicologia para oferecer “suporte de cura para as mágoas enfrentadas nas relações com os mortos, entre os quais estão os esquecidos bebês abortados naturalmente ou não, e os natimortos”.
Guillermo Michel: “ Aprenda a ser você mesmo ” , Editora Vozes, 1996.
A facilidade com que as crianças aprendem a manusear aparelhos eletrônicos e mecânicos questiona os conhecimentos dos chamados adultos de hoje! Para aprender um pouco de computador e de Internet os adultos precisam de escola e muito treinamento. As crianças já nascem sabendo. Meu sobrinho costuma dizer: “Basta ver que a gente aprende!”. Pais e Mestres vão alcançar as crianças?! Mas, o que é mesmo aprender? E para quê aprender? Para aprender alguma coisa é preciso primeiro confessar a própria ignorância. Aqueles que pensam que sabem tudo, jamais vão aprender e evoluir em conhecimento e consciência. Mas, será que a palavra aprender se refere somente a conhecimentos que vêm pelas leituras, condicionamentos e comparações? É preciso aprender a aprender: rádio, livro, TV, jornal, cinema vendem produtos, idéias, imagens, visão de mundo... Mas, o que podem ensinar a Ser? Como me ajudam a aprender a Ser?! Aprender a fazer?! A educação hoje continua voltada para o passado e não serve mais ao Homem contemporâneo que quer conhecer mais a Si Mesmo e aos outros. Ele quer aprender a olhar para dentro de Si próprio, conhecer seu mundo interior, a riqueza de seus sentimentos e virtudes. Guillermo Michel aponta alguns caminhos nessa direção.
Wunibald Müller: “ Deixar-se tocar pelo sagrado ”, Editora Vozes, 2004.
Apesar de toda violência, materialismo e espírito consumista de nossos dias, podemos falar naturalmente da experiência do sagrado. Todos nós já passamos por esse momento: algo misterioso nos toca e nos eleva. É só ter consciência. O autor nos ajuda a “sentir” o cotidiano, a sexualidade e o Eros, como fonte da experiência do sagrado. Experiência do sagrado na natureza e no espaço, na liturgia e na música, nos rituais e nos sonhos. Pena que ainda se constata a exploração comercial e o abuso do sagrado.
Vários autores; organizado por Maria de Paula Rodrigues: “ Palavra de Deus, palavra da gente ”, Editora Paulus, 2004.
Há muita gente desejando conhecer melhor a Bíblia. Conforme sugere Carlos Mesters, este é um ótimo livro para aprender a colocar a Palavra de Deus na vida e para ser utilizado em encontros e cursinhos bíblicos. Não focaliza o olhar do cientista e do exegeta, nem faz da Bíblia um livro antigo, jogando-o no passado; mas procura trazê-lo para o presente, para o cotidiano, para a vida. Realmente os autores se preocupam em fazer da Palavra de Deus, palavra da gente, compreensível para todos. Mesmo falando das formas de linguagem e dos gêneros literários conseguem jogar alguma luz para a nossa realidade.
Gudrun Burkhard: “ Livres na terceira idade ”, Editora Antroposófica Ltda., 2000.
O que significa chegar aos 60 anos? Este é um livro como poucos que trata das diversas fases da vida humana, enfocando uma fase em que cessam as abordagens: a década dos sessenta. Em seu trabalho terapêutico, a autora denominou “reestruturação biográfica” essa fase da sabedoria, após os 63 anos. Exemplos literários e artísticos e algumas biografias são incluídos no livro a fim de comprovar a pesquisa por ela desenvolvida. É para se acreditar que após os sessenta ainda vem outras fases de crescimento pós-maturidade. Em meio às alegrias e tristezas, doenças e bem-estar, sucessos e infortúnios, sábias leis universais regem os destinos maiores da humanidade. Vale a pena ler.
“Ide também v ós para a minha vinha ”, Texto Base do 2º Congresso Vocacional do Brasil -Igreja Povo de Deus a serviço da Vida , CNBB - Regional Sul II, 2005.
É importante conhecer a memória dos 40 anos de animação vocacional no Brasil para valorizar todo o esforço já feito de despertar, discernir, cultivar e acompanhar os vocacionados e vocacionadas. O que se fez e o que ainda está por se fazer? Analisando a parábola da Vinha do Senhor se percebe que muitos estão na praça esperando pelo chamado: falta uma consciência de que todos são chamados à santidade. Os ministérios são diversificados e se distribuem em três dimensões: Palavra, Liturgia e Caridade.
Huberto Rohden: "Agostinho", Editora Alvorada
Para escrever esta obra, o autor estudou 103 obras de Agostinho, em latim, além de muitas outras biografias. Este livro não se reduz a uma simples biografia, mas encarna Agostinho no contexto de vida, espiritualidade, conflitos internos e a dura realidade de viver o processo de busca da verdade. Rohden mostra que o grande problema de Agostinho era: Cristianismo ou Cristo. Vale a pena ver como Deus age no interior de uma pessoa e quais os caminhos que o ser humano percorre para se encontrar e encontrar a Deus: "Tarde te amei..."
Ignácio Larrañaga: "Forças da decadência", Editora Paulinas
O título do livro expressa bem o que o autor deseja com esta obra que diz ser a última que escreve encerrando uma série de 15 volumes. No final de sua jornada, depois de uma vida bem vivida, aprendendo e ensinando a rezar, Larrañaga aponta caminhos de superação dos nossos limites: "esquecimento, cansaço, fracasso, ansiedade, doença, dor, medo, solidão, envelhecimento, morte". Este é um livro de sabedoria, livro de cabeceira no qual encontramos uma palavra de discernimento e de esperança, um hino à vida e uma mensagem de vida.