Sugestões para celebrar o batismo

SUGESTÕES PARA A CELEBRAÇÃO DO BATISMO
FORANIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO Silêncio

Há certos recursos da comunicação que podemos utilizar em nossas celebrações e que ajudam muito a tomar consciência da importância daquele momento. Por que estou aqui? O que vim fazer aqui? Que significado tem esse ritual para mim? Preocupados com o horário e a arrumação das coisas iniciamos a celebração desconcentrados e distantes, sem consciência do mistério e da graça de Cristo em nós e pa-ra nós.
Antes de iniciar a celebração do Batismo, sugerimos fazer um momento de silêncio, ao som de uma música de fundo. O silêncio ajuda a pessoa a voltar-se para dentro de si mesma: depois de se encontrar com os outros – parentes e amigos – possibilitamos um encontro da pessoa consigo mesma.
Um Agente de Batismo pode dirigir uma palavra à comunidade convidando as pessoas a se recordarem do seu batismo e se colocarem numa atitude de penitência: quem sou eu? Como tenho vivido o compromisso do meu batismo? Estou correspondendo à Graça que recebi? E como está minha participação na comunidade?
Este momento de silêncio precisa ser bastante aproveitado para deixar que Deus realize sua obra dentro de cada um. Ele tem o poder de transfigurar, mudar por dentro, e transmitir novas energias para cada um retomar a sua caminhada. Para isso, nada melhor que o silêncio, a meditação e a oração.
A celebração precisa ser feita de tal forma que todos os presentes se renovem
Espiritualmente: renovem seus compromissos batismais e participem integralmente da Comunidade. A Celebração Batismo precisa ser feita de tal forma que consiga acordar a criança que está dentro de cada um dos que participam daquele ritual: “… porque delas é o Reino dos Céus”. Resgatar as qualidades e virtudes divinas da criança.

Acolhimento

Não é a Igreja a primeira a acolher a Criança. Primeiro ela é acolhida por seus pais. Isso precisa ficar bem claro: os pais acolheram seu filho, sua filha, como um dom de Deus. Aceitou aquela criança como fruto do seu amor: deram-lhe a vida e a acolheram.
Conscientes desse dom maravilhoso, os pais desejam que a criança receba também a Vida de Deus que lhes transmitida no Batismo. Como José e Maria, levam a criança para o Templo a fim de que seja acolhida na Igreja (Comunidade) e faça parte dessa família maior
Os pais pedem o Batismo. São recebidos na “porta da Igreja” juntamente com a criança e os padrinhos. Aí tem início o ritual da celebração. O Batismo é a porta de entrada na comunidade. É a entrada no mistério, abertura para outros sacramentos. Por isso, é bom que a porta do templo esteja fechada para simbolizar essa realidade.
No templo, a Comunidade está reunida. O Celebrante faz uma saudação à assembléia: cumprimenta, acolhe, e dirige-se para a porta de entrada do templo. É na comunidade que o Batismo tem sentido. Não é um sacramento para se celebrar separadamente, de forma privada. A não ser “em perigo de vida”.
Na porta do Templo, o Celebrante inicia o rito perguntando aos pais “qual o nome da Criança”: o nome é a pessoa; foi o primeiro presente que os pais deram à criança que vai identificá-la durante toda a sua vida.
E para que o ato seja feito com pleno conhecimento e consciência, vem a segunda pergunta: “O que vocês pedem à Igreja?” É um pedido dos pais. Uma escolha que fizeram. Um compromisso que irão assumir. Pedem à Comunidade que as acolha e as ajude a educar na fé.
Aos padrinhos ali presentes também é perguntado: “Vocês estão dispostos a acompanhar essa criança? ser apoio e dar testemunho?”
Em seguida o Celebrante toca a criança: Jesus usou muito o toque para realizar milagres. Celebrante, Pais e Padrinhos traçam o sinal da Cruz na fronte da criança: é o primeiro “sinal”, a primeira marca (caráter) que vai lembrar sempre a salvação que Cristo alcançou por sua morte na cruz e ressurreição.
Como a morte e ressurreição abriram as portas do céu, assim agora, também as portas do Templo se abrem para acolher seus novos membros. Abrem-se não apenas as portas do templo, mas também as portas da Comunidade, as portas do Céu. Mais do que entender materialmente, dizemos que se abre para a criança a possibilidade de um relacionamento pessoal com Deus, que deverá ser exercitado ao longo da vida.
Aí está o sentido da Família e da Comunidade: lugar do exercício permanente de crescer nessa relação de amor para se chegar à comunhão plena, com o Pai e o Filho e o Espírito Santo. Virão depois os Sacramentos da Eucaristia e da Crisma para ajudar nesse crescimento e amadurecimento como “ser humano” e como “cristão”. Em cada Sacramento um chamado para a Missão, não só buscando a própria salvação, mas a construção de uma sociedade à imagem da Trindade.
Côn. Luiz Carlos F. Magalhães
Para aprofundamento desse assunto
ler o Livro de Evaristo E. de Miranda,
“Água, sopro e luz”, Ed. Loyola,
que inspirou esse texto.

Vamos refletir:

Como estamos acolhendo pais e padrinhos?
O que Você entende por acolher, em nosso caso?
Que podemos fazer para melhorar o acolhimento?

Que sabemos sobre o real engajamento dos pais após o Batismo?
Temos condições de avaliar a real participação dos pais na comunidade?
– Sabe de casos de pais que vieram batizar pela segunda vez e continuam não participando da comunidade?

Vamos ver
como podemos caminhar nesses pontos.

– Se o Batismo é o Sacramento de Entrada na Comunidade, Sacramento para renovar ou assumir o Compromisso com a Comu-nidade – que dizer daqueles que conti-nuam ausentes da Comunidade?  Que não se comprometem? O que significa para pais e padrinhos aquele momento do Rito do Batismo quando se pergunta:  “Renuncias… Crês em Deus Pai…?

Páscoa é passagem.
Precisamos passar de reuniões e encontros muito doutrinários e moralistas para Encontros de vivência e experiência de Fé. Encontro com Jesus Cristo. Encontro de compromisso com a Comunidade.