Texto fonte: Documentos da CNBB, No. 43:
Animação da vida litúrgica no Brasil, II parte, capítulo II

Texto oficial da CNBB, explicativo sobre as partes da Celebração Eucarística para apoio à equipe de liturgia. Para obter o texto em documento word clique aqui.

 

A Missa compõe-se das seguintes partes:

A) Ritos iniciais;
B) Liturgia da Palavra;
C) Liturgia Eucarística;
D) Rito do Encerramento.

É importante que saibamos reconhecer estas diversas partes, que formam a espinha dorsal da celebração, pois é no interior deste esquema fundamental que são feitas as escolhas que visam a eficácia pastoral.

Ao considerar as diversas partes da celebração, sublinhamos apenas aquelas que parecem mais importantes nas circunstâncias pastorais diversificadas da Igreja no Brasil, à luz da caminhada de 25 anos de celebração da Eucaristia, desde o Vaticano II.

 

1. Ritos iniciais da Missa:

Formar assembléia, para "entrar no clima da celebração".

O esquema ritual:
Canto de abertura;
Sinal da Cruz;
Saudação;
Acolhida Ato penitencial;
Hino "Glória a Deus";
Oração do dia;
Amém.

As partes que precedem a Liturgia da Palavra, isto é, introdução eventual à celebração pelo(a) animador(a), "entrada dos ministros, saudação, ato penitencial, Senhor, tende piedade, Glória e Oração do dia (Coleta) têm caráter de exórdio, introdução, preparação". Por isso mesmo tem grande importância para uma boa celebração.

"Esses ritos têm por finalidade fazer com que os fiéis reunidos constituam a comunidade celebrante, se disponham a ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia".

Para suscitar estas disposições poderá ser oportuno, sempre segundo as circunstâncias locais, desenvolver ou sublinhar mais um ou outro elemento inicial, evitando acentuar tudo ao mesmo tempo.

O Diretório para Missas com crianças prevê, para evitar a dispersão, que se possa "omitir um ou outro elemento do rito inicial", exceto a Oração do dia (Coleta) e sem que nenhum seja sempre desprezado.

Em certas circunstâncias tradicionais, o Missal Romano prevê também a omissão parcial ou total dos ritos iniciais, excetuada a Oração do dia, quando outros ritos precedem e integram a liturgia do dia, por exemplo, no Domingo do Ramos e da Paixão e na Apresentação do Senhor, após a procissão. Nestes casos, os ritos de bênção e procissão desempenharão também a função dos ritos iniciais, que é a de constituir a assembléia, bastando a Oração do dia e o Glória, quando previsto. O mesmo poderá dar-se, se oportuno, em certas circunstâncias de nossas comunidades, por exemplo, na Festa do Padroeiro ou encerramento do mês do Maio etc., quando a Missa segue imediatamente a procissão solene. Também no caso de integração da Liturgia das Horas com a Missa, há substituição de ritos iniciais. Nunca há de faltar, no entanto, a Oração do dia (Coleta), que é a mais tradicional forma do abertura de uma celebração.

Entrada

Nossas celebrações costumam ser precedidas por breves palavras iniciais do(a) animador(a). Mais do que uma exortação ou de uma introdução temática, é preferível situar a celebração deste Domingo particular no contexto do Tempo Litúrgico e das circunstâncias concretas da vida da comunidade; evocar algumas grandes intenções subjacentes à oração, suscitar atitudes de oração e convidar ao início da celebração com o canto da entrada.

Enquanto o sacerdote entra com os demais ministros, a assembléia é convidada a levantar-se, para dar início à celebração com o canto da entrada.

A finalidade deste canto é justamente dar início à celebração, criar o clima que vai promover a união orante da comunidade e introduzir no mistério do Tempo Litúrgico ou da festa. Por isso, pode ser útil prolongar o tempo deste primeiro canto, para que atinja a sua finalidade.

Este canto de abertura acompanha também a entrada do sacerdote e dos ministros. Onde for possível, é conveniente valorizar uma verdadeira procissão de entrada do sacerdote e dos demais ministros , que prestarão um serviço específico na celebração: acólitos, ministros extraordinários da Comunhão, leitores e outros ministros, como, por exemplo, os que vão ler as intenções da Oração dos fiéis, os que vão trazer as oferendas, eventualmente, cantores, etc. Estes ministros, oportunamente, tomarão lugar no presbitério.

Há possibilidade de uma grande variedade nesta procissão. O Missal Romano prevê, se oportuno, o uso de cruz processional acompanhada de velas acesas, turíbulo já aceso, livro dos Evangelhos ou Lecionário. Outras circunstâncias poderão sugerir novos elementos como círio pascal, água benta, bandeira do padroeiro numa festa de Santo, ramos, cartazes com dizeres, participação de representantes da comunidade (adultos, jovens, crianças).

A introdução da dança litúrgica na procissão de entrada, onde for conveniente e a juízo e consentimento do Bispo Diocesano, poderá ser de grande proveito para criar o clima da celebração festiva da fé.

Não havendo nenhuma possibilidade de procissão de entrada, como ocorre frequentemente em capelas com muita gente, o sacerdote poderá fazer primeiramente a saudação, para convidar, em seguida, o povo a cantar o canto inicial.

Saudação ao povo reunido

Para saudar o povo reunido, expressando a presença do Senhor nele e o mistério da Igreja, o sacerdote é convidado a usar uma fórmula ritual de inspiração bíblica à qual o povo responde com uma fórmula conhecida e sempre a mesma.

Eventualmente, a saudação ritual ganhará mais significado se for cantada.

É desejável que após esta saudação ritual haja uma palavra mais espontânea de introdução do sacerdote ou do outro ministro idôneo.

Uma sadia criatividade saberá desenvolver com fruto diversas inovações possíveis como: saudação espontânea aos presentes, em particular aos visitantes ou novos membros da comunidade que se apresentam; a categorias específicas, conforme as circunstâncias (jovens, casais, mães, etc.), seguida eventualmente por um breve canto de boas vindas. A motivação para a celebração pode incluir intenções da assembléia, ou acontecimentos a comemorar à luz do mistério pascal. Oportunamente, gestos da assembléia poderão intervir, por exemplo, acolher-se mutuamente através de saudações aos vizinhos, bater palmas, dar vivas em honra do Cristo Ressuscitado, a Nossa Senhora, ao Padroeiro(a) em dia de festa, etc.

Em tudo isso, trata-se de ajudar a criar um ambiente acolhedor, fraterno e formar uma verdadeira comunhão na fé, usando de discernimento e variedade, conforme as circunstâncias do Tempo litúrgico, de lugar e de cultura.

Ato penitencial

Em seguida, o sacerdote convida ao ato penitencial, realizado então por toda a comunidade, por uma confissão geral, sendo concluído com a absolvição geral.

Geralmente, entre nós, o ato penitencial é um momento importante da celebração, valorizado por uma sadia criatividade. Muito bem acolhido em nossas Comunidades, tem como função preparar a assembléia para ouvir a Palavra de Deus e celebrar dignamente os santos mistérios.

Além de celebrar a misericórdia divina, duas atitudes básicas podem ser sublinhadas: o reconhecer-se pecador, culpado e necessitado de purificação, na atitude do publicano descrita em Lucas 18, 9-14, e o reconhecer-se pecador como expressão de "temor' diante da experiência do Deus Santo e Misericordioso, a exemplo de Pedro, conforme Lucas 5,8 e Isaías 6,1-7. De acordo com as circunstâncias, pode-se acentuar um ou outro aspecto.

O Missal Romano prevê o seguinte esquema:

Introdução do rito pelo sacerdote
Momento de silêncio
Fórmulas várias para reconhecer-se pecador:
a) Confesso a Deus (Ato de contrição);
b) Versículos: Tende compaixão...;
c) Forma litânica: invocação à escolha e resposta: Senhor, tende piedade... Conclusão: absolvição geral.

Temos, pois, os seguintes elementos: a) introdução pelo sacerdote; b) parte central do rito, que permite a intervenção de outros ministros que não sejam o sacerdote; c) conclusão com a absolvição geral, onde o sacerdote também se inclui para deixar claro que não se trata do Sacramento da Penitência.

Todo o rito, por sua vez, pode ser substituído pelo Rito da Bênção e Aspersão da água.

O ponto central do rito comporta, além de um tempo de silêncio, fórmulas diversas de reconhecer-se pecador: 1) Ato de contrição (Confesso a Deus); 2) Versículos: Tende compaixão...; 3) forma litânica com invocações à escolha e resposta: Senhor, tende piedade de nós.

Este esquema, respeitando o espírito da variedade, poderá ser usado com grande flexibilidade. Um ministro que não seja o sacerdote poderá orientar o momento do silêncio com um exame de consciência para cada um olhar a sua vida e deixar que Deus olhe o seu coração ou orientar as invocações livres do "Senhor, tende piedade".

Existe a possibilidade de o rito penitencial integrar ou ser complementado por cantos populares de caráter penitencial, refrões variados, atitudes corporais (inclinar-se, ajoelhar-se, erguer as mãos em súplica, bater no peito, fechar os olhos, colocar a mão no coração, etc.), símbolos (objetos ou gestos), bem como de elementos visuais (cartazes, slides...) que se julgarem mais aptos para externar os sentimentos de penitência e de conversão.

Os tempos penitenciais como a Quaresma e outros, quando não se canta o Glória, serão mais propícios para um rito penitencial mais desenvolvido, de acordo com a pedagogia do Ano litúrgico, permitindo assim maior variedade.

Embora se deva educar a consciência moral, cuidar-se-á para não se cair nem no perigo do moralismo nem no de acusação aos outros, nem ainda no psicologismo aético; devem ser valorizadas sobretudo as dimensões teológicas, experienciais e libertadoras do amor de Deus e da reconciliação.

O rito penitencial bem realizado pode tornar-se um lugar importante para o ministério pastoral da educação ao senso do pecado pessoal, comunitário, social e do ministério da reconci1iação de toda a Igreja, que encontra o seu ápice de sacramentalidade no Batismo e na Penitência.

Kyrie eleison - Senhor, tende piedade

De vez em quando convém valorizar o "Senhor, tende piedade" em si, sem ser integrado no rito penitencial, como "canto em que os fiéis aclamam o Senhor e imploram a sua misericórdia", a sua atenção. É uma aclamação pela qual podemos louvar o Senhor Jesus pelo perdão, por "olhar por nós" na sua misericórdia.

Glória

O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja glorifica a Deus Pai e ao Cordeiro. Não constitui uma aclamação trinitária.

Oração do dia (Coleta)

A seguir o sacerdote convida o povo a rezar ; todos conservam-se em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos.

Se os ritos anteriores tiveram bastante dinamismo, é fácil para o sacerdote motivar com poucas palavras o povo para uma oração silenciosa de alguns instantes. Será um verdadeiro momento de recolhimento profundo, onde se experimentará a presença de Deus que fala nos corações.

A oração presidencial, a seguir, rezada pelo sacerdote reassumindo em Cristo toda a oração do povo, exprime em geral a índole da celebração. O tom de voz e a maneira de rezar, o gesto de mãos abertas, que o povo, eventualmente, poderia acompanhar, uma palavra melhor explicitada, ajudarão a fazer deste momento o lugar de uma verdadeira súplica a Deus Pai, expressão de sua vida e de sua experiência religiosa.

A coleção das Orações do dia (Coletas), as Orações sobre as oferendas e Depois da Comunhão do Missal Romano, constituem um acervo de valor teológico inestimável. Nem sempre, no entanto, a sua linguagem e conteúdo correspondem às sensibilidades culturais do nosso tempo. Por isso, na 2a edição típica do Missal Romano a ser aprovada pela Sé Apostólica, a CNBB oferece uma tradução mais popular dessas orações dos domingos, e uma série de Orações do dia alternativas para cada um dos domingos dos Anos A, B e C inspiradas no Evangelho do dia.

 

2. Liturgia da Palavra: Celebrar a Palavra

Resumindo, a Liturgia da Palavra da Missa é constituída:

a) pelo anúncio da Palavra (organização das leituras, incluindo o Salmo);
b) sua atualização na homilia e
c) a resposta à Palavra no Creio e na Oração dos fiéis.

Deus fala
seu povo reunido responde
1a. leitura  
Antigo Testamento e Atos dos Apóstolos  
<-------------------------------------------------- ------------------------------------------- o Salmo
2a leitura  
Epístolas e Apocalipse  
---------------------------------------------------
--------------------------------------> Aclamação
Evangelho  
---------------------------------------------------
--------------------------------------> Aclamação
<-----------------------------------------------Homilia---------------------------------------------->
Creio
Oração dos fiéis
Amém
 
"A Liturgia da Palavra é um diálogo entre Deus e seu povo"

 

O desafio da Liturgia da Palavra

A experiência nos mostra que celebrar a Palavra de Deus não é fácil. Apesar de o nosso povo gostar da Bíblia, muitas vezes a Liturgia da Palavra aparece como uma sucessão enfadonha de leituras e comentários enfileirados um após outros; em conseqüência, cai-se facilmente no discurso catequético, moralizador, doutrinal, ideológico.

Além disso é difícil deixar claro que a Palavra de Deus é antes de tudo um Eu que se dirige ao Tu do seu povo reunido dialogicamente; e mais ainda, que neste diálogo a Palavra é, efetivamente, Palavra eficaz do Deus libertador que cria vida nova.

Mas duas experiências bem sucedidas mostram caminhos possíveis. O primeiro refere-se às CEBs ou outros grupos mais homogêneos, que conseguiram uma maior partilha da Palavra no confronto entre Bíblia e vida das comunidades ou grupos. O segundo caminho, na linha da tradição romana e mais adequado aos grandes grupos, acentua certos ritos, que não são necessários nos grupos anteriores. A Liturgia da Palavra, comporta ações simbólicas como gestos, elementos visuais, música, etc.

As leituras

A parte principal da Liturgia da Palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.

As leituras podem ser introduzidas com breves palavras, aptas a prender a atenção dos ouvintes e a facilitar a compreender o texto. Nunca se substitua a proclamação da Palavra de Deus por qualquer outra leitura.

Quanto ao modo de proclamar as leituras, em textos mais longos, pode-se distribuir entre os diversos leitores, tal como para a proclamação da Paixão do Senhor na Semana Santa. Tenha-se sempre o cuidado de preparar os leitores para que possam desempenhar digna e convenientemente o seu ministério.

Nunca se omita a proclamação do texto bíblico, embora este possa, a seguir, ser recontado, parafraseado ou dramatizado por um ou mais dos presentes, sob a responsabilidade de quem preside.

Para os domingos e solenidades estão marcadas três leituras, isto é, do Profeta, do Apóstolo e do Evangelho, que levam a povo fiel a compreender a continuidade da obra da salvação, segundo a admirável pedagogia divina. Portanto, é muito desejável que estas três leituras sejam realmente feitas; contudo, por motivos de ordem pastoral e decisão da Conferência Episcopal, pode-se permitir em algumas regiões o uso de apenas duas leituras.

De fato, a CNBB, na XI Assembléia Geral em 1970 decidiu que, por motivos pastorais, possam ser feitas duas leituras apenas na celebração, mantendo-se sempre o texto do Evangelho. Para a escolha eventual entre as duas primeiras leituras atente-se para o maior fruto dos fiéis. Jamais se escolha um texto unicamente por ser mais breve ou mais fácil.

A proclamação do Evangelho deve aparecer como ponto alto da Liturgia da Palavra. A tradição romana sempre valorizou com ritos expressivos tanto o Livro dos Evangelhos quanto a sua proclamação: Procissão do livro e canto de aclamação, persignação, incensação, leitura ou canto solene, beijo do livro, aclamações antes e depois da leitura.

Convém que nas nossas comunidades, conforme as circunstâncias específicas, encontremos, dentro da variedade de gestos possíveis, ritos que permitirão valorizar e realçar o próprio Livro dos Evangelhos e a sua proclamação solene. Por isso, evitar-se-á usar simples folhetos para a proclamação das leituras da Palavra de Deus.

Não faltarão, onde for possível, antes da proclamação do Evangelho um verdadeiro canto de aclamação e "após Evangelho, a aclamação do povo segundo o costume da região", oportunamente cantada e acompanhada de gestos, cantos, vivas etc.

Poder-se-ia em certos lugares valorizar por uma procissão a busca ou entrada do Livro dos Evangelhos, a não ser que se tenha feito no início da liturgia da Palavra ou no rito da Entrada.

Salmo responsorial

Entre as leituras canta-se um salmo que favoreça a meditação da palavra escutada, sobretudo quando é brevemente salientada esta sua função. Este salmo responsorial, Palavra de Deus, é parte integrante da Liturgia da Palavra e seu texto acha-se diretamente ligado à respectiva leitura. Onde não for oportuno proferir o salmo do dia, sobretudo se cantado, pode-se recorrer a outro salmo adequado. Podem-se cantar refrões de caráter popular apropriados em lugar do refrão do salmo. Dar-se-á sempre preferência à escolha de um salmo em lugar de outro canto de meditação, pois importa superar aos poucos o costume de se cantar aqui outro canto religioso que não seja salmo. A Missa é para os cristãos leigos quase o único lugar onde podem descobrir a riqueza inesgotável dos salmos.

Homilia

Diferente do sermão ou de outras formas de pregação, a homilia (que significa conversa familiar) é parte integrante da Liturgia da Palavra e, como tal, fica reservada ao sacerdote ou ao diácono. É de se desejar que haja homilia também nas celebrações em dia de semana.

É função da homilia atualizar a Palavra de Deus, fazendo a ligação da Palavra escutada nas leituras com a vida e a celebração. É importante que se procure mostrar a realização da Palavra de Deus na própria celebração da Ceia do Senhor. A homilia procura despertar as atitudes de ação de graças, de sacrifício, de conversão e de compromisso, que encontram sua densidade sacramental máxima na Liturgia eucarística.

Os fiéis, congregados para formar uma Igreja pascal, a celebrar a festa do Senhor presente no meio deles, esperam muito dessa pregação e dela poderão tirar fruto abundante, contanto que ela seja simples, clara, direta e adaptada, profundamente aderente ao ensinamento evangélico e fiel ao magistério da Igreja. Para isso é necessário que a homilia seja bem preparada, relativamente curta e procure prender a atenção dos fiéis.

Onde for possível, convém que a homilia seja preparada em equipe com a participação de alguns cristãos leigos para que se possa levar em conta não só "o mistério celebrado", como as necessidades particulares dos ouvintes.

Onde for oportuno, convém que a homilia procure despertar a participação ativa da assembléia, por meio do diálogo, aclamações, gestos, refrões apropriados.

Ainda, segundo as circunstâncias, o sacerdote poderá convidar os fiéis a dar depoimentos, contar fatos de vida, expressar suas reflexões, sugerir aplicações concretas da Palavra de Deus. E finalmente, fazer algumas perguntas sobre o que falaram as leituras, como elas iluminam a nossa vida; e até que ponto a celebração da Eucaristia a realiza.

Conforme o caso a dramatização da Palavra, discreta e permitida pela Liturgia, poderá ser excelente complementação da homilia, sobretudo nas comunidades menores e mais simples.

O Símbolo ou Profissão de Fé

O Símbolo ou Profissão de Fé, na Missa, tem por objetivo levar o povo a dar o seu assentimento e resposta à Palavra de Deus ouvida nas leituras e na homilia, bem como recordar-lhe a regra da fé antes de iniciar a celebração da Eucaristia.

Além do Símbolo niceno-constantinopolitano, que deveria ser usado , mais freqüentemente, é muito útil para as celebrações com o povo o Símbolo dos apóstolos na sua forma direta ou, em casos especiais, na forma dialogada, como ocorre no rito do Batismo, no dia da Crisma e na Vigília Pascal. Eventualmente refrões cantados e adequados podem integrar sua recitação. É um abuso substituir o Creio por formulações que não expressam a fé como é professada nos símbolos mencionados.

Oração universal ou dos fiéis

A Oração dos fiéis ou Oração universal, de modo geral, tornou-se nas comunidades um momento bom, variado e de bastante participação, onde o povo, exercendo a sua função sacerdotal, reza por toda a humanidade.

Na formulação das intenções, sem negligenciar a abertura para os grandes problemas e acontecimentos da Igreja universal, dar-se-á espaço para as necessidades mais sentidas pela comunidade; convém estimular a formulação de preces diretamente pelo povo, especialmente, em grupos menores. Dar-se-á oportunidade, por exemplo, na última intenção a que todos possam colocar suas intenções, rezando no mesmo tempo em silêncio. É bom que se eduquem os fiéis sobre o sentido comunitário da oração, evitando-se intenções de caráter meramente pessoal ou em número tão elevado que prejudique o ritmo da celebração.

É conveniente uma maior criatividade para as respostas, que serão, oportunamente, cantadas. Ao sacerdote cabe introduzir e concluir a Oração dos fiéis.

 

3. Liturgia Eucarística: Celebrar a Ceia Pascal

Celebrando o memorial do Senhor, a Igreja, na liturgia eucarística faz o mesmo que Cristo fez na Última Ceia.

Última Ceia
Liturgia Eucarística
Ele tomou o pão ..... o cálice = Preparação das oferendas
Deu graças = Oração Eucarística
Partiu o pão = Fração do pão
E deu = Comunhão

De fato:

1) Tomou o pão, o cálice. Na preparação das oferendas levam-se à mesa do altar o pão, o vinho e a água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos;
2) Deu graças. Na oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda obra salvífica e as oferendas tornam-se CORPO E SANGUE DE CRISTO;
3) Partiu o pão. Pela fração do pão manisfesta-se a unidade dos fiéis;
4) Deu. Pela comunhão, os fiéis recebem o Corpo e o Sangue do senhor, como os Apóstolos o receberam das mãos do próprio Cristo.

Cuidar-se-á, na catequese e na pregação para que os fiéis possam facilmente reconhecer esta estrutura fundamental da liturgia Eucarística.

 

3.1. Preparação das Oferendas: Ele tomou o pão, Ele tomou o cálice.

No início da liturgia são levadas ao Altar as oferendas, que se converterão no Corpo e Sangue do Cristo.

No conjunto da celebração, após a Liturgia da Palavra e antes de iniciar-se a Oração Eucarística, a preparação das oferendas representa um momento de pausa, de descanso para a assembléia, um momento visual. Por isso, convém tomar o tempo necessário de maneira que a Oração Eucarística, a seguir, tenha um destaque melhor, como retomada do diálogo.

Prepara-se a mesa condignamente e trazem-se as oferendas. Neste momento, o Sacerdote pode assentar-se. É conveniente que membros da própria Assembléia participem da preparação desta mesa e levem em procissão as oferendas do pão e do vinho para o Sacrifício Eucarístico. Embora os fiéis já não tragam de casa, como outrora, o pão e o vinho destinados à liturgia, o rito de levá-los ao altar conserva a mesma força e significado espiritual.

Também são recebidos o dinheiro ou outros donativos oferecidos pelos fiéis para os pobres ou para a Igreja ou recolhidos no recinto da mesma; serão, no entanto, colocados em lugar conveniente, fora da mesa eucarística. Onde for possível, pode ser mais expressivo que todos possam aproximar-se para depositar a sua oferta em lugar adequado. As ofertas da Assembléia fazem parte da ação litúrgica. Por isso, não devem ser abolidas.

Em certas ocasiões, a procissão tornar-se-á mais expressiva se levar também para junto do altar, ofertas simbólicas alusivas à comemoração realizada naquele dia ou a algum aspecto da vida da comunidade. O cristãos, outrora, para expressar a sua participação no sacrifício eucarístico, eram muito sensíveis à oferta do pão, do vinho e de dádivas para os pobres. Hoje, uma nova sensibilidade simbólica nos faz atentos ao fato de que o pão e o vinho que o Senhor usou na Ceia, são frutos da terra e do trabalho de homens e mulheres. Portanto, outros frutos e instrumentos do mesmo trabalho podem ser aqui apresentados.

O ofertório verdadeiro realiza-se na oração eucarística, após a Narrativa da Instituição ou Consagração, no momento da oblação do Corpo e Sangue de Cristo. Por ela, a Igreja, em particular, a Assembléia reunida, oferece ao Pai, no Espírito Santo, a Hóstia Imaculada. Ela deseja, porém, que os fiéis não apenas ofereçam a Hóstia Imaculada, mas aprendam a oferecer a si próprios, e se aperfeiçoem, cada vez mais, pela mediação de Cristo, na união com Deus e com o próximo, para que finalmente Deus seja tudo em todos.

A oferta apresentada na hora da apresentação das oferendas é, ao nível do simbólico, uma antecipação daquela oblação e deve significar as pessoas entregando-se a Deus, através de suas ofertas em Cristo. Oferecer os frutos da terra e do trabalho, que de Deus recebemos, é um gesto de amor, uma maneira de reconhecer que ele é nosso Pai.

O canto do ofertório acompanha a procissão das oferendas e se prolonga, pelo menos, até que os dons tenham sido colocados sobre o Altar. O canto não deve, necessariamente, falar de oferendas, mas pode recordar a vida do povo, de modo condizente com o ato litúrgico ou, simplesmente, harmonizar-se com a celebração do mistério do dia de acordo com a tradição.

O ofertório pode ser momento propício para valorizar gestos da Assembléia. Onde expressões corporais forem bem aceitas poderão ser admitidas na procissão das ofertas.

 

3.2. Oração Eucarística: Ele deu graças

Uma iniciação à Eucaristia ajudará a perceber que a Oração Eucarística forma um todos, que comporta diversos elementos:

Estrutura da prece eucarística
Diálogo inicial;
Prefácio - Santo;
Epiclese (invocação do Espírito Santo);
Narrativa da Instituição - Consagração;
Anamnese (memorial) e Oblação;
Epiclese de comunhão;
Intercessões;
Doxologia Final;
Amém;

Portanto, esta venerável oração contém:

a) O Prefácio ( no sentido aqui da proclamação pública) expressa a ação de graças, o louvor a Deus por toda obra da salvação ou por um dos seus aspectos, e termina com;
b) A aclamação do Santo;
c) Segue então a Epiclese ou invocação do Espírito Santo sobre os dons;
d) A narração da Instituição ou Consagração, que Cristo encerrou dizendo: "Fazei isto em memória de mim";
e) Por isso, segue a anamnese ou oração da memória de Cristo que leva à
f) Oblação pela qual a Igreja reunida, realizando essa memória, oferece ao Pai, no Espírito Santo, a "Hóstia Imaculada" e se oferece a si mesma a Cristo;
g) Epiclese de Comunhão, pois o Espírito é quem congrega a unidade da Igreja, Corpo místico de Cristo;
h) Vem então as intercessões pelas quais se expressa que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja, tanto celeste como terrestre e por todos os membros vivos e falecidos;
i) A doxologia final (glorificação a Deus) será cantada ou pronunciada só pelo presidente e confirmada pelo "Amém" do povo.

Sendo memorial de Cristo, a Eucaristia não consiste apenas em renovar gestos da Ceia, mas também em renovar os gestos de Cristo na páscoa de sua vida, morte e ressurreição: louvor ao Pai a partir das circunstâncias de nossa Igreja caminhante, oferecer o sacramento memorial do sacrifício de Cristo, mas ao mesmo tempo, oferecer-nos a nós mesmos na nossa páscoa, páscoa de Cristo na páscoa da gente, páscoa da gente na páscoa de Cristo.

Antes de iniciar o Prefácio, lembrando o que foi anunciado na Palavra, o presidente da celebração pode chamar a atenção de todos para o acontecimento central da Missa, que torna presente o sacrifício de Cristo na Ceia eucarística e a participação dos fiéis na mesma.

Este também pode ser um dos momentos oportunos para recordar os motivos de ação de graças da comunidade e uni-los à grande ação de graças da Igreja, a Eucaristia.

Dentre o leque de Prefácios e Orações eucarísticas, constantes do Missal, é importante que sejam escolhidos os que mais se adaptem à celebração do dia e à comunidade.

A Oração eucarística é "centro e cume de toda a celebração". Não basta, porém, afirmá-lo; é preciso que, de fato, no conjunto da Missa, se reze de tal modo esta Oração que ela apareça como momento alto do Santo Sacrifício. Além da escolha da Prece mais apropriada, é importante o modo de o presidente proferir a Oração, procurando a maior comunicação possível e a participação da Assembléia através das aclamações. Sendo celebração, procurar-se-á valorizar todos os elementos simbólicos que, pela sua natureza, podem contribuir para realçar este momento de celebração: o canto, os gestos, a voz e as atitudes do sacerdote, dos ministros e da Assembléia e, se oportuno, o uso tradicional de campainhas, sinos, incensos, etc.

Como já notamos, é particularmente importante valorizar o canto, tanto por parte do sacerdote (Prefácio, Narração da Instituição, Anamnese, Doxologia final), quanto nas partes da assembléia: Santo, Aclamações diversas, segundo as Orações eucarísticas, e aclamação do Amém final.

Considerando que as aclamações constituem uma forma de participação ativa da comunidade na grande Oração eucarística de quem preside, convém valorizar tais aclamações conforme a índole do povo. Para intensificar essa participação ativa do povo, as aclamações sejam, de preferência, cantadas e oportunamente acompanhadas de gestos.

Convém que se valorize da melhor maneira possível, em particular o "Amém" conclusivo da Oração eucarística, por exemplo, enfatizando-o através do canto, da repetição ou de outro modo.

 

3.3. Os ritos da Comunhão

Ele partiu o pão e o deu; tomai, comei, tomei, bebei.

Introdução ao
-PAI NOSSO

Livrai-nos.... (embolismo)
Vosso é o reino (doxologia)

-Oração pela Paz

Que a paz do Senhor
Gesto de paz

-FRAÇÃO DO PÃO

+ canto: Cordeiro de Deus

-CONVITE À COMUNHÃO: felizes

Apresentação: Eis o cordeiro
"Senhor, eu não sou digno..."
Comunhão + canto
Interiorização

- ORAÇÃO após a Comunhão

Amém

Terminada a Oração eucarística, seguem-se sempre o Pai-nosso, a Fração do Pão e o convite para a Comunhão, pois estes elementos são de grande importância na estrutura desta parte da missa.

Sendo a Celebração eucarística a Ceia Pascal, convém que, segundo a ordem do Senhor, o seu Corpo e Sangue sejam recebidos como alimento espiritual pelos fiéis, devidamente preparados. Esta é a finalidade da Fração do Pão e dos outros ritos preparatórios, pelos quais os fiéis são imediatamente encaminhados à Comunhão.

O Pai-nosso, sobretudo quando cantado, é especialmente apto para estimular o sentimento de fraterna solidariedade cristã. Este sentimento pode, além disso, ser expresso por gestos, desde que se harmonizem com os gostos e costumes do povo. Por ser a Oração que o Senhor nos ensinou, não deve ser nunca substituída por outros cantos, parafraseando o Pai-nosso, que poderão, no entanto, ser aproveitados em outros momentos.

No rito da paz, os fiéis imploram a paz e a unidade para a Igreja e toda a família humana e exprimem mutuamente a caridade antes de participar do mesmo pão.

Espontaneamente as nossas comunidades acolheram e perceberam o rito da saudação da paz como momento de confraternização alegre em Cristo. É momento privilegiado para realçar o compromisso da comunicação da paz a todos indistintamente. Paz recebida como dom.

Seria conveniente não realizar o rito da paz sempre da mesma maneira, mas, pelo contrário, usar da criatividade e variar. Por exemplo, a saudação poderá ser simplificada ou omitida por completo nos tempos penitenciais; ela será realçada em tempos de festa.

Ocasionalmente, o gesto facultativo da saudação poderá ser realizado em outro momento da celebração: por exemplo nos ritos de entrada da Missa, como saudação fraterna; no ato penitencial em sinal de reconciliação; após a homilia ou antes da apresentação das oferendas, também como, perdão das ofensas ou, se deixado para o fim da Missa, como gesto de despedida ou cumprimento ( pêsames, parabéns, etc.).

"Eles o reconheceram na fração do pão". O gesto de partir o pão, realizado por Cristo na última Ceia, deu nome à toda a Ação eucarística na época apostólica; este rito possui não apenas uma razão prática, mas significa que nós, sendo muitos, pela comunhão do único Pão da Vida, que é o Cristo, formamos um único corpo.

Para de novo realçar o gesto de partir o pão e o seu significado, é conveniente que a matéria da Celebração eucarística pareça realmente um alimento... e que o sacerdote possa, de fato, partir a hóstia em diversas partes e distribuí-la ao menos a alguns fiéis. Na estrutura da Ceia, é aqui o lugar próprio da fração como gesto ritual de fazer o que Cristo fez e não durante a narrativa da Instituição (Consagração).

Durante a fração, o povo canta ou diz "Cordeiro de Deus", entoado pela assembléia. A saudação da paz não deve ofuscar a importância deste momento do rito.

É conveniente igualmente usar uma única patena de maior dimensão, onde se coloque tanto o pão para o sacerdote como para os ministros e fiéis.

A Comunhão realiza mais plenamente o seu aspecto de sinal quando sob as duas espécies. Sob esta forma manifesta-se mais perfeitamente o sinal do banquete eucarístico e se exprime de modo mais claro a vontade divina de realizar a nova e eterna Aliança no Sangue do Senhor, assim como a relação entre o banquete eucarístico e o banquete escatológico no reino do Pai.

Por isso, dever-se-ia fazer esforço necessário para que os fiéis recebam o Corpo de Cristo em hóstias consagradas na mesma Missa enquanto possível, e participem do cálice pelo menos nos casos previstos. Seria recomendável que participassem do cálice os ministros que desempenham uma função na Missa. Para os casos previstos confira-se a Instrução Geral sobre o Missal Romano, no 242, de 1 a 14, aos quais se acrescenta por lei universal da Missa da Vigília Pascal. É também permitido que os Ordinários possam estabelecer casos particulares.

A distribuição da Comunhão sob duas espécies exige cuidados especiais, conforme as circunstâncias locais. As instruções litúrgicas insistem que apareça claramente, através da pessoa de um ministro que preside a comunhão, o sinal de Cristo que na Ceia "dá" a seus discípulos, em comunhão, o seu Corpo entregue, o seu Sangue derramado. Por isso, a comunhão deve ser sempre recebida da mão do ministro. Os pastores tenham o cuidado de orientar os fiéis sobre a comunhão na mão.

O sacerdote é o ministro ordinário não só da consagração, mas também, juntamente com o diácono, da distribuição da comunhão.

Enquanto o sacerdote e os fiéis recebem o Sacramento, entoa-se o Canto da Comunhão, que exprime, pela unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes, demonstra a alegria dos corações e torna mais fraterna a procissão dos que vão receber o Corpo de Cristo. O canto começa quando o sacerdote comunga, prolongando-se oportunamente, enquanto os fiéis recebem o Corpo de Cristo. Durante a comunhão há lugar também para um fundo de música instrumental, concluído o canto.

Interiorização após a Comunhão. Terminada a distribuição da comunhão, se for oportuno, o sacerdote e os fiéis oram por algum tempo em silêncio, podendo a Assembléia entoar ainda um hino ou outro canto de louvor.

É particularmente útil deixar espaço após a distribuição da Comunhão para um momento de interiorização. Segundo as circunstâncias, será orientado por quem preside ou outro ministro.

Este poderá ser nas comunidades outro memento de grande flexibilidade, usado como criatividade: silêncio, meditação, oração, canto, visando um aprofundamento do mistério celebrado, etc. Em geral, as Antífonas da Comunhão do Missal, recebidas da tradição, retomam uma frase central do Evangelho ou do mistério do dia. Elas nos fornecem assim uma indicação precisa quanto à maneira de como poder ser apresentada e aprofundada a Comunhão eucarística à luz da Palavra de Deus.

A Oração presidencial após a Comunhão, na qual se 'imploram os frutos do mistério celebrado", aparecerá facilmente como conclusão deste momento de interiorização. "O sacerdote..... recita a Oração depois da Comunhão, que pode ser precedida de um momento de silêncio, a não ser que já tenha guardado silêncio após a Comunhão". A Oração depois da Comunhão constitui propriamente a conclusão do rito da Comunhão e de toda a Missa. Por meio dela estabelece-se a relação entre a Celebração eucarística e a vida eucarística do cristão.

Ritos finais da Missa: a despedida. Terminada a Oração depois da Comunhão, podem ser feitas, se necessário, breves comunicações ao povo.

Os avisos que dizem respeito à vida da comunidade serão dados, de preferência, pelas próprias pessoas que estão ligadas a tais iniciativas, sob a responsabilidade de quem preside. Não se omitirão comunicações sobre atividades de outras comunidades e da Igreja universal.

Este parece ser também o momento mais adequado para breves homenagens, que as comunidades gostam de prestar em dias especiais antes de se dispersarem.

Eventualmente, antes de encerrar-se a celebração, será útil uma mensagem final, na qual se exorte a comunidade a testemunhar pela vida e realidade celebrada.

Um canto final, se parecer oportuno, embora não previsto no Missal, encontrará maior receptividade neste momento do que mais tarde.

Nos tempos litúrgicos mais ricos ou em certos momentos especiais da vida das comunidades, a benção final será enriquecida pelas bênçãos solenes à escolha ou orações sobre o povo. Nada impede que no caso de acontecimentos especiais celebrados na Missa da comunidades, tais como bodas e jubileus, bem como outras circunstâncias semelhantes, a benção final inclua uma benção especial para o casal ou pessoas determinadas.

De qualquer modo, haja no fim da Missa, na medida do possível, uma verdadeira despedida humana e fraterna.