Bolo para a Festa de Cristo Rei

Se você quiser doar a massa para a montagem do bolo da Festa de Cristo Rei, contate a secretária da Paróquia e peça para incluir o seu nome na relação de doações. Depois é só entregar a massa assada do bolo no dia 22 de novembro, das 14h às 18h, no Salão Paroquial.

A sua participação que é valiosa! Veja abaixo a receita do bolo:

BOLO DE LEITE MORNO

INGREDIENTES

06 ovos grandes

02 copos grandes (requeijão) de açúcar

03 copos grandes (requeijão) de farinha de trigo

01 copo grande (requeijão) de leite morno

01 colher de (sopa) de fermento para bolo

MODE DE PREPARAR

Bata as claras em neve, bem firme. Coloque as gemas e, em seguida,  o açúcar. Bata novamente até ficar branquinho.

Diminua a velocidade da batedeira, e vá colocando alternadamente o leite morno e a farinha de trigo.

Desligue a batedeira e acrescente o fermento, mexendo bem devagar.

Coloque a massa em uma forma de 39 x 24 cm, untada. Leve ao forno médio por aproximadamente 30 minutos.

 


Festa de Cristo Rei

Dia 24 de novembro de 2019, comemoramos a Festa de Cristo Rei!

Como em todos os anos, preparamos uma semana especial para celebrar a festa do nosso Padroeiro. Confira a programação abaixo e participe!

19/11, terça-feira, às 20h
Vigília Eucarística com o Grupo de Orações Cristo Rei

21/11, quinta-feira, às 20h
Palestra com o Padre João Passadore sobre “O reino de Deus

23/11, sábado, às 19h
Missa do Padroeiro

23/11, sábado, a partir das 20h
Jantar comemorativo (entrada somente com convite)

24/11, domingo, às 9h
Procissão, missa e venda do bolo do Padroeiro


Vamos buscar a Deus em primeiro lugar

Com tantas notícias tristes, testemunhos de pessoas deprimidas, angustiadas e irritadas, que chegam atentar contra a própria vida e a de outras pessoas, percebemos o quanto a chama da fé, da esperança e da vida está diminuindo e quase se apagando, se já não se apagou!

Santa Teresa de Jesus nos diz:

“Em tempos de tristeza e de inquietação, não abandones nem as boas obras de oração, nem a penitência a que estás habituada.  Antes, intensifica-as. E verás com que prontidão o Senhor te sustentará.”

O homem está doente e precisamos reacender a chama de sua fé! E esta é a intenção do Grupo de Orações Cristo Rei, da Paróquia de Cristo Rei, em Campinas: reacender a chama do Espírito que sopra e devolver a fé, a esperança e a caridade aos corações atribulados, por vezes trancados, com medo, magoados e feridos.

Vamos buscar a Deus em primeiro lugar. Trabalhar nossa espiritualidade, louvar a Deus em todas as circunstâncias e nos abastecer da Sua Graça, bebendo direto da fonte de água viva, que é o próprio Jesus! Vamos preencher os vazios existenciais com aquilo que só Deus pode nos dar!

Por isso, venha participar dos encontros do Grupo de Orações Cristo Rei que acontecem quinzenalmente na Paróquia Cristo Rei, em Campinas.

Em 2019, as datas dos próximos encontros são:

23 de julho

6 e 20 de agosto

3 e 17 de setembro

1º, 15 e 29 de outubro

12 de novembro – Adoração ao Santíssimo Sacramento

19 de novembro – Início da Solenidade de Cristo Rei com Vigília Eucarística

26 de novembro – 1º Encontro para a preparação do Natal

3 de dezembro – 2º Encontro para a preparação do Natal

10 de dezembro – 3º Encontro para a preparação do Natal

“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” Mt 18,20

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo


Festa Junina na Cristo Rei

Venha participar do Arraial da Cristo Rei.  É festa pra ninguém bota defeito!

Tem muita comida gostosa, músicas animadas, brincadeiras para toda garota. Sem falar no mais animado Bingo da região. Não há como não gostar!

O Arraial da Cristo Rei acontece nos dias 22, 23, 29 e 30 de junho, a partir das 18h!

Ocê não pode perdê o arraiá mais esperado do ano. 

 

 


O que é o Tempo Pascal?

Ele teve início na Vigília da Páscoa; saiba o que envolve e quando termina

O Tempo Pascal é um período litúrgico que dura cinquenta dias que são “como um só”:

“Os cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição e o Domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande Domingo” (Normas Universais do Ano Litúrgico, nº 22).

O Tempo Pascal começa na Vigília Pascal, com a Ressurreição de Cristo, e é celebrado durante sete semanas, até a vinda do Espírito Santo no Domingo de Pentecostes (que significa, em grego, “cinquenta dias”).

Esse tempo litúrgico de imensa força e significado é uma profunda celebração da Páscoa de Cristo, que passa da morte à vida – a palavra “Páscoa”, aliás, significa precisamente “passagem”, conforme o sentido literal do termo na tradição judaica. O Tempo Pascal é também a Páscoa da Igreja, Corpo de Cristo, que passa para a Vida Nova do Senhor e no Senhor.

É um tempo que prolonga a alegria inigualável da Ressurreição e aguarda, ao final destes cinquenta dias, o dom do Espírito Santo na festa de Pentecostes.

Um testemunho de Tertuliano, ainda no século II, já nos conta que, neste período, não se jejua, mas se vive em prolongada alegria.

A primeira das sete semanas deste tempo litúrgico é a assim chamada “Oitava da Páscoa”, a ser encerrada com o “Domingo da Oitava da Páscoa”. O termo “oitava” se refere ao oitavo dia após a festa de referência – neste caso é a Páscoa, mas também existem a Oitava de Pentecostes, da Epifania, de Corpus Christi, de Natal, da Ascensão e do Sagrado Coração de Jesus, que são as “oitavas privilegiadas”, além de outras oitavas consideradas “comuns” (como a da Imaculada Conceição e a da solenidade de São José, entre outras) ou “simples” (como a de Santo Estêvão e a dos Santos Inocentes, por exemplo). Todo o período compreendido entre a festa principal e seu oitavo dia é considerado como uma só celebração prolongada.

O “Domingo da Oitava da Páscoa” também costumava ser chamado de Domingo “in Álbis” (ou seja, domingo “vestido de branco”), já que, nesse dia, os neófitos (novos batizados) depunham a túnica branca do batismo. Popularmente, também já foi chamado de “Pascoela”, ou “pequena Páscoa”, e, ainda, de “Domingo do Quasimodo”, devido às duas primeiras palavras em latim (“quasi modo”) cantadas no introito.

Desde o ano 2000, este segundo domingo do Tempo Pascal recebe mais um nome: o de “Domingo da Divina Misericórdia”, conforme a disposição de São João Paulo II após a canonização de Santa Faustina Kowalska. É nesse dia que chega ao fim a Novena à Divina Misericórdia, iniciada na Sexta-Feira Santa.

Dentro desse riquíssimo tempo litúrgico, é celebrada no sétimo domingo de Páscoa a festa da Ascensão do Senhor – não mais necessariamente aos quarenta dias após a Ressurreição, porque o sentido da celebração é mais teológico do que cronológico. O período se encerra com a vinda do Espírito Santo, em Pentecostes.

A unidade desta Cinquentena é destacada pelo Círio Pascal, que permanece aceso em todas as celebrações até o Domingo de Pentecostes para expressar o mistério pascal comunicado aos discípulos de Jesus.

É com esta mesma intenção que se organizam as leituras da Palavra de Deus nos oito domingos do Tempo Pascal: a primeira leitura é sempre dos Atos dos Apóstolos, o livro que conta a história da Igreja primitiva e da sua difusão da Páscoa do Senhor. A segunda leitura muda conforme os ciclos, podendo ser da primeira Carta de São Pedro, da primeira Carta de São João e do livro do Apocalipse.

Fonte: Aleteia


Programação da Semana Santa 2019

Programação da Semana Santa 2019

Confira as celebrações e ritos que preparamos para celebrar a Páscoa do Senhor.

 

  • 11 de abril, quinta-feira, às 20h: Rito Penitencial
  • 14 de abril, domingo: Domingo de Ramos
    • 9h, Procissão de Ramos, saindo da praça na Av. João Erbolato. Em seguida, missa
    • 19h, Missa
  • 17 de abril, quarta-feira santa, às 20h: Via Sacra no Templo
  • 18 de abril, quinta-feira santa
    • 20h,  Ceia do Senhor
    • 22h, Vigília e oração
  • 19 de abril, sexta-feira santa
    • 7h às 14h, Vigília e oração
    • 15h, Celebração da Paixão de Cristo
    • 20h, Procissão do Senhor Morto
  • 20 de abril, sábado santo, às 20h: Vigília Pascal
  • 21 de abril, domingo da Páscoa do Senhor
    • 8h, 11h e 19h, Missa da Páscoa

Desejamos a todos uma santa Páscoa!


Quaresma | A Oração

Fonte: Paróquia Santa Luzia | Gardênia Azul

A quaresma é o tempo favorável para a oração, pois só vivendo uma vida de oração nós iremos compreende a vontade de Deus para nossa vida, e assim, amar a sua vontade. De Deus nós viemos e para ele voltaremos. Necessitamos cada vez mais de nos colocarmos na sua presença e manter nosso contato de intimidade. Deus nos convida a uma vida de entrega, e em Jesus ele se revela como um Pai amoroso que quer cada vez mais a presença de seus filhos e filhas.

Para finalizar a série de artigos sobre as práticas Quaresmais, vamos falar sobre a principal delas: A ORAÇÃO.

Nenhuma prática Quaresmal (como o Jejum ou a Esmola) tem sentido sem a oração. O principal exercício da fé é a oração, e portando nenhuma prática religiosa é eficaz sem um relacionamento direto com Deus.

Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, quando define Oração, diz:

“A oração é a elevação da alma a Deus ou o pedido a Deus de bens conformes à sua vontade. Ela é sempre dom de Deus, que vem ao encontro do homem. A oração cristã é relação pessoal e viva dos filhos de Deus com o seu Pai infinitamente bom, com seu Filho Jesus Cristo e com o Espírito Santo, que habita no coração deles.” (Compêndio, 534)

Ou ainda, no Catecismo da Igreja Católica, a citação de uma frase de Santa Teresinha do Menino Jesus:

“Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria.” (Santa Teresinha do Menino Jesus)

Santo Afonso Maria de Ligório no seu livro “A Oração” nos ensina 3 coisa sobre a Oração:

  1. A NECESSIDADE DA ORAÇÃO:

“Quem reza, certamente se salva e quem não reza, certamente será condenado. Todos os bem-aventurados, exceto as crianças, salvaram-se pela oração. Todos os condenados se perderam, porque não rezaram. Se tivessem rezado, não se teriam perdido. E este é e será o maior desespero no inferno: o poder ter alcançado a salvação com facilidade, pedindo a Deus as graças necessárias. E, agora, esses miseráveis não têm mais tempo de rezar.” (nº 28)

  1. O VALOR DA ORAÇÃO:

“Como são preciosas a Deus as nossas orações! São tão preciosas a Deus as nossas orações que Ele destinou os Anjos para lhe apresentarem imediatamente as que estamos fazendo. “Os anjos, diz Santo Hilário, presidem as orações dos fiéis e diariamente as oferecem a Deus”. (nº 1)

  1. AS CONDIÇÕES DA ORAÇÃO:

 “Peçamos as graças necessárias à salvação; porque a promessa divina não foi dada para os bens temporais, que não são necessários salvação da alma. Diz Santo Agostinho, explicando as palavras do Evangelho, em meu nome, acima citadas, que “não se pede em nome do Salvador o que é contrário aos interesses de nossa salvação”.  (nº5)

A oração deve ser:

  • HUMILDE
  • CONFIANTE
  • PERSEVERANTE
  • ATENTA

Até quando devemos rezar? Responde Santo Afonso:

“Devemos rezar sempre, até que nos seja proferida a sentença tão auspiciosa da salvação eterna, isto é, até a hora de nossa morte. “Não desistas até receberes”. E ajunta que quem disser: “Não deixarei de rezar até que me salve”, certamente se salvará.” (nº38)

Se essa obrigação de uma vida de oração é tão importante durante toda vida, quanto mais no período da Quaresma, que nos prepara para celebrar a Santa Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Que possamos aproveitar esse tempo quaresmal para intensificar as nossas orações e nos unir cada vez mais a Cristo, a fim de crescer na fé, na esperança e no amor a Deus!

Uma Feliz e Santa Quaresma!

Salve Maria!


Reflexão: 2º domingo da quaresma

Orar E Escutar O Que Jesus Diz

Sergio da Rocha
Cardeal Arcebispo de Brasília

A Liturgia da Palavra nos convida a escutar Jesus Cristo, nesta Quaresma, tempo especial de conversão em preparação para a Páscoa. No centro da passagem da Transfiguração encontra-se o convite do Pai para escutar a voz de Jesus Cristo. “Este é o meu Filho, o escolhido. Escutai o que Ele diz!” (Lc 9,35). Esta é a atitude fundamental a ser cultivada ao longo de todo o ano, especialmente, nesta Quaresma: escutar a voz de Jesus Cristo! Este é o caminho para que a “transfiguração” aconteça na vida das pessoas, das famílias e da sociedade, tantas vezes, desfiguradas pelas situações de pecado e de sofrimento que se abatem sobre tantos. Para isso, precisamos ser discípulos e discípulas que se disponham a subir a montanha “para rezar” (Lc 9,28), conforme ressalta a narrativa e Lucas.

Antes da Transfiguração, Jesus havia feito o anúncio de sua paixão e morte (Lc 9,22), convidando os seus discípulos a tomarem a cruz e segui-lo. A contemplação de Cristo transfigurado deveria animar a fé dos discípulos e prepará-los para subir o monte Calvário, isto é, para participar da paixão e abraçar a cruz.

S. Lucas ressalta ainda que os discípulos subiram a montanha, conduzidos por Jesus Cristo. Ele os “levou consigo” (Lc 9,28). O discípulo não sobe sozinho o monte da Transfiguração; não realiza tal experiência por si mesmo. “Sobe” porque o Senhor o “tomou consigo”, isto é, pela gratuidade do amor de Deus. A graça de Deus precede e acompanha a subida.

Abraão e Paulo são modelos a serem imitados. Deixar-se conduzir por Deus, nele confiando sempre, é a atitude permanente dos discípulos de Jesus, testemunhada, muito antes, por Abraão. Ele “teve fé no Senhor” (Gn 15,5). O exemplo de Abraão continua a ecoar ao longo da história, motivando-nos a caminhar rumo a uma vida nova, sustentados pela fé. Paulo também é modelo pelo caminho da cruz que escolheu percorrer, animado pelos mesmos sentimentos de Cristo, ao contrário dos que “se comportam como inimigos da cruz de Cristo” (Fl 3,18s). Quem crê em Deus não se instala numa vida cômoda; ao contrário, deixa-se interpelar por ele nas diversas circunstâncias, procurando discernir a sua vontade. Para tanto, são muito necessários os momentos de oração, de meditação da Palavra e de contemplação da presença amorosa de Deus na vida.

Aproveite este Tempo Quaresmal para rezar mais e escutar o que Jesus nos diz, lendo e meditando o seu Evangelho. Reze e medite o mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus através da Via-Sacra. Participe melhor da Eucaristia e prolongue a atitude de oração na vida cotidiana. Tenha uma frutuosa Quaresma!


Quaresma | A Esmola

Fonte: Paróquia Santa Luzia | Gardênia Azul

No tempo da Quaresma, a Igreja nos propõe três práticas penitenciais de extrema importância à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa. Neste tempo, propício à conversão, os cristãos se dedicam de forma mais intensa à oração, à penitência, ao jejum, ao silêncio, à meditação da Palavra e à caridade. Quaresma é tempo favorável para “ordenar a própria vida” na direção do sonho de Deus para toda a humanidade. Para que este processo de “ordenamento” aconteça, o tempo litúrgico quaresmal nos convida a “considerar” as nossas relações vitais: com Deus, com os outros, com o mundo e consigo mesmo. A vida é um abrir-se aos demais (esmola), um manter-se no mistério de Deus (oração) e ser capaz de ordenar e dirigir a própria existência (jejum).

Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Esse deve ser um tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola. É tempo para se meditar profundamente a Bíblia, especialmente os Evangelhos, a vida dos Santos, fazer um pouco de mortificação (cortar um doce, deixar a bebida, cigarro, passeios, churrascos, a TV, alguma diversão, etc.) com a intenção de fortalecer o espírito para que possa vencer as fraquezas da carne.

A mortificação fortalece o espírito. Não é a valorização do sacrifício por ele mesmo, e de maneira masoquista, mas pelo fruto de conversão e fortalecimento espiritual que ele traz; é um meio, não um fim.

No Catecismo da Igreja Católica, a Igreja apresenta as formas de penitência:

“A penitência interior do cristão pode ter expressões muito variadas. A Escritura e os Padres insistem sobretudo em três formas: o jejum, a oração e a esmola que exprimem a conversão, em relação a si mesmo, a Deus e aos outros. A par da purificação radical operada pelo Batismo ou pelo martírio, citam, como meios de obter o perdão dos pecados, os esforços realizados para se reconciliar com o próximo, as lágrimas de penitência, a preocupação com a salvação do próximo, a intercessão dos santos e a prática da caridade «que cobre uma multidão de pecados» (1 Pe 4, 8). (CIC § 1434)”

Diante disso, vamos começar uma série de artigos apresentando as práticas quaresmais, começando pela ESMOLA.

A esmola, trata-se da caridade fraterna nas suas mais diversas formas: visitar um doente ou idoso, aproximar-se de alguém de quem se está afastado, ajudar material, espiritual ou psicologicamente alguém necessitado, ser mais atento à prática da esmola, sobretudo atendendo bem àqueles que batem à porta de nossa casa, doar sangue, etc. Em resumo, podemos dizer que a prática da esmola pode ser realizada através das obras de misericórdia corporais e espirituais: instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem teto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos.

O que a oração pede, o jejum alcança e a esmola recebe. O jejum é a alma da oração, e a esmola é a vida do jejum. Ninguém tente dividi-las porque são inseparáveis. Portanto, quem ora, jejue; e quem jejua, pratique a esmola.

Por causa da ganância vemos o mundo numa situação de grande injustiça e miséria para muitos. O nosso Catecismo da Igreja Católica diz:

“Uma teoria que faz do lucro a regra exclusiva e o fim último da atividade econômica é moralmente inaceitável. O apetite desordenado pelo dinheiro não deixa de produzir seus efeitos perversos. Ele é uma das causas dos numerosos conflitos que perturbam a ordem social. (GS. 63,3) Toda prática que reduz as pessoas a não serem mais do que meros meios que têm em vista o lucro escraviza o homem, conduz à idolatria do dinheiro e contribui para difundir o ateísmo. (CIC § 2424).”

A fim de combater o apego ao dinheiro e aos bens materiais, a prática da esmola é um grande remédio.

A esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus (Catecismo da Igreja Católica 2447). “Quem tem duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma, e quem tem mantimentos, faça o mesmo” (Lc 3, 11). “Dai antes de esmola do que possuis, e tudo para vós ficará limpo” (Lc 11, 41).

O remédio contra a avareza é o “abrir as mãos”, não para receber, mas para dar. Quanto mais apegado você for ao dinheiro, tanto mais deve fazer o exercício de “dar” boas e generosas esmolas… até que as suas mãos aprendam a se abrir sem que o seu coração chore. Exaustivamente a Bíblia fala da importância da esmola: “Quem se apieda do pobre, empresta ao Senhor, que lhe restituirá o benefício”. (Prov 19,17).

São Leão Magno dizia que “a mão do pobre é o banco de Deus”. “Dá esmola de teus bens, e não te desvies de nenhum pobre, pois, assim fazendo, Deus tampouco se desviará de ti”. (Tob 6,8)

O importante é que se dê com alegria e liberdade, certo de estar ajudando o irmão e agradando ao Pai: “Dê cada um conforme o impulso do seu coração sem tristeza, nem constrangimento. Deus ama a quem dá com alegria” (II Cor 9,7)

Mas, só terá mérito diante de Deus a esmola dada em silêncio. “Quando, pois, dás esmolas, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas… já receberam a sua recompensa” (Mt 6,2-4):

 “Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu. Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita. Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á.”

Jesus nos pede que a esmola seja dada por amor a Deus e aos irmãos, e não por vanglória, vaidade ou para “aparecer” aos outros. Praticando a esmola, exercitamos o desapego das coisas materiais e nos voltamos para as realidades eternas.

Muitos se tornam apegados aos bens e ao dinheiro por insegurança diante do futuro. Lembremos: “Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado” (Mt 6,34)

A gratuidade deveria ser uma das características do cristão, o qual – consciente de ter recebido tudo gratuitamente de Deus, isto é, sem mérito algum – aprende a dar da mesma forma aos outros. A esmola nos ajuda a viver a gratuidade do dom, que nos liberta da obsessão da posse, do medo de perder aquilo que se tem, da tristeza de quem não quer compartilhar com os outros o próprio bem-estar.

Que possamos aproveitar esse tempo quaresmal para aprofundar a nossa espiritualidade e crescer na caridade fraterna!

Uma Feliz e Santa Quaresma!

Salve Maria!


Reflexão: 1º Domingo da Quaresma

Que esta quaresma, tempo de conversão, seja uma caminhada feliz, alegre que purifique e intensifique nosso relacionamento com Deus!

Autor: Padre Cesar Augusto dos Santos – Cidade do Vaticano

Iniciamos nosso tempo quaresmal com a reflexão sobre a gratidão a Deus pelos frutos recebidos, expressada pela restituição ao Senhor, através de seus pobres, das primícias dos frutos do trabalho. Essa atitude reconhecedora de que tudo o que temos vem de Deus, reafirma nossa absoluta dependência Dele.

No passado, as primícias eram entregues aos representantes de Deus: os levitas, os estrangeiros, os órfãos, as viúvas, enfim a todos aqueles que não possuíam terras, que eram socialmente pobres.

Ouça a reflexão

Não basta a profissão de fé, mas é imperiosa a solidariedade e a generosidade em favor dos necessitados. Reconheço a bondade de Deus, sua generosidade para comigo, partilhando com os pobres o que Dele recebi.

O Evangelho nos fala das tentações a que o ser humano é exposto. Lucas nos mostra Jesus, o Homem por excelência, vivenciando essas tentações e saindo imune dessas ações demoníacas.

A primeira tentação é em relação à comida, à subsistência. Todos precisamos nos alimentar para viver. Todavia Jesus passa um longo tempo sem se alimentar e, apesar da fome, não dá vazão aos apelos do próprio corpo para que se alimente e se mantém fiel a Deus.

Se tivesse usado seus poderes para saciar suas necessidades, teria sido um vencedor aos olhos do mundo, mas um derrotado aos olhos do Pai. Jesus rebate o Mal com um pequeno texto da Sagrada Escritura: “Não só de pão vive o homem!”

Somente aquele que considera sua vida à luz da Palavra de Deus está em condições de atribuir às realidades terrenas seu exato valor!

A segunda tentação está voltada ao modo de nos relacionarmos com as pessoas. Somos levados a uma escolha entre dominar ou servir, competir ou solidarizar, explorar ou disponibilizar-se. O intelectual, o rico, o mais forte, todos esses podem se transformar em opressores daqueles que não tiveram oportunidades.

Onde quer que se espezinhe a dignidade humana, aí entra a lógica do diabo. Para Jesus, grande não é o bem sucedido, aquele perante a quem o mundo se ajoelha, mas aquele que se ajoelha para lavar os pés do irmão mais pobre.

A terceira tentação é a que deturpa o relacionamento entre o homem e Deus. Satanás usa a palavra de Deus, o famoso “Está escrito …”  para desviar Jesus do caminho. Com isso o Mal corrói os fundamentos da relação com Deus. Colocar Deus à prova, incutir no ser humano a dúvida quanto à fidelidade do Senhor, fazer o homem desejar ter provas da existência e da bondade do Pai. Jesus se mantêm firme em toda e qualquer situação, inclusive no momento final da grande provação: a da agonia no horto e a crucificação.

Somos tentados cotidianamente e o seremos também no final de nossa vida, como foi o Mestre.

A segunda leitura nos alenta diante desses espinhos diários. Diz-nos o Apóstolo: “Se, pois, com tua boca confessares Jesus como Senhor e, no teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo!”  As obras só têm valor em virtude da união com Cristo. É ele quem dá a dimensão transformadora dos bens materiais em espirituais.

Que esta quaresma, tempo de conversão, seja uma caminhada feliz, alegre que purifique e intensifique nosso relacionamento com Deus!