Dia Nacional de Ação de Graças

Thanksgiving –Dia de Ação de Graças – Nos EEUU e no Canadá, é feriado nacional – É um feriado comemorado anualmente nos EUA na quarta quinta-feira de novembro.

No Canadá a Thanksgiving é comemorado na segunda segunda-feira de outubro. Esse dia no hemisfério norte está ligado à colheita.

O Dia de Ação de Graças se destaca porque é instituído pelos países que querem ter um dia de agradecimento, de forma que todas as pessoas possam celebrá-lo da maneira como quiserem.

As tradições em alguns países são: fazer uma refeição com amigos ou com a família, e agradecer pelo que se tem e pelo que se ‘colheu’ no ano que passou.

O primeiro Thanksgiving foi comemorado pelos colonos e índios americanos da colônia Nova Inglaterra no início do século 17, com a intenção de agradecer a Deus pela ótima colheita daquele ano.

No ano de 1909, Joaquim Nabuco, embaixador do Brasil nos EUA, assistiu ao Dia de Ação de Graças e, impressionado, declarou: “quisera que toda a humanidade se unisse neste mesmo dia, para um Universal agradecimento a Deus”. O presidente Eurico Gaspar Dutra instituiu o Dia Nacional de Ação de Graças, em 17/08/49. O presidente Marechal Castelo Branco o regulamentou no ano de 1965, oficializando “a quarta quinta-feira do mês de novembro para a comemoração em todo território Nacional”.

Comente com todos sobre a importância deste momento, ressaltando que este tipo de ajuntamento, certamente contribuirá para aumento da fraternidade, da união, da gratidão entre as pessoas, da solidariedade, inclusive com os menos favorecidos, através de uma ação social. Ter um coração agradecido e comprometido com Deus poderá contribuir para a diminuição da violência e a promoção da paz! E, mais do que isso, convide seus amigos para juntos rezarmos a Deus na Igreja Matriz da Paróquia Cristo Rei, Campinas, dentro da Semana do seu Padroeiro.

DIA 23/11/17 – 19h45

Vamos agradecer ao Senhor a caminhada deste ano de nossa Paróquia

O Senhor nos concedeu muitas graças especiais para que pudéssemos realizar ações de Transmissão de Fé, Solidariedade, confraternização, Partilha de Recursos Humanos, Pastorais e Econômicos.

 VENHA AGRADECER!

Padre Magalhães e Equipe Executiva


Iniciação Cristã – Coragem para mudar (I)

Iniciação Cristã (I)

Conheça um pouco da história. Nos séculos V e VI em diante, a Comunidade Cristã e a sociedade exerciam papel de catecumenato social. A primeira experiência de fé vinha da família e até da própria sociedade, chamada cristã. Foi a época da Cristandade. A preocupação da catequese se reduzia à instrução doutrinal. O Livro de Catequese apresentava a doutrina da Igreja, os ensinamentos de Jesus, através de perguntas e respostas, situação muito próxima do sistema escolar.

Hoje o povo não possui uma Experiência de Fé transmitida pela família, e muito menos pela sociedade. E nós continuamos com a instrução doutrinal, supondo que as pessoas tenham feito uma experiência pessoal de fé. Consequência: preparamos pessoas para os Sacramentos, doutrinando-as, sem iniciá-las na fé, reduzindo a vida cristã à recepção de sacramentos como um ato isolado, desconectado da vida.

Portanto, para mudar é preciso coragem e audácia, como disse o Papa Francisco: “abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé” (DA 375). É necessário um trabalho missionário de primeiro anúncio, de evangelização no sentido mais estrito da palavra: anunciar Jesus Cristo. Criar condições para uma verdadeira experiência de fé, colocando em segundo plano a instrução doutrinária.  Em suma: iniciar na vida cristã ao invés de “preparar” para receber os sacramentos, apenas.

Percebemos que a Catequese tal qual a conhecemos hoje, apesar de passar por atualização, renovação e transformação, não consegue realizar sozinha a iniciação cristã. A própria realidade nos revela e comprova isso. Assim mesmo, continuamos a batizar, crismar, distribuir a eucaristia abundantemente, sem uma verdadeira iniciação à vida cristã.

(continua)


Ministros em formação

Padre Di Lascio estará na Paróquia Cristo Rei, neste sábado, dia 14 de outubro para uma tarde de formação para os Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística. Um esforço da Equipe Executiva de atualizar pastoral e espiritual aqueles que servem o altar. É um convite para que assumam um Ministério mais amplo na linha do serviço e da comunhão, sem se reduzirem a meros “Distribuidores de comunhão” nas missas dominicais. É obrigação de todo cristão manter-se bem informado na fé e atuar como missionário de Jesus na realidade em que vive. O Serviço Leigo não se reduz ao Templo, mas deve se concretizar na realidade em que vivem.


Mensagens do Ano Santo da Misericórdia

9ª mensagem  17.07.16

Nossa realidade é marcada por forte imigração. Há muitas pessoas que perderam hoje sua família, seu emprego, sua dignidade. Esperam dos cristãos, acolhimento, amor e atenção. Esperam serem acolhidas. Deus nos convida a repetirmos o gesto de Abraão que acolheu três peregrinos em sua casa, e nem sabia que eram anjos. É o amor que nos leva a assumir essa atitude, deixando de lado todo racismo, preconceito ou exclusão. Nesta Ano Santo da Misericórdia o Papa nos pede para sairmos de nosso egoísmo para ir ao encontro dos outros. Acolher um irmão é acolher Jesus. Todo aquele que acolhe um irmão e lhe dá ao menos um copo de água fria, não ficará sem recompense, disse Jesus. Faça esse exercício em sua casa, com seus vizinhos.

8ª mensagem  10.07.16

O Bom Samaritano cuida do homem, vítima de assalto. Em nosso país, os doentes não estão recebendo a assistência que merecem. O povo paga impostos e não recebe o troco. Doença e sofrimento não são castigos. Deus não é indiferente à realidade do doente e da doença. Em Jesus Cristo, o enfermo tem uma dignidade que deve ser reconhecida, pois, nele tocamos a “carne sofredora de Jesus”. Pela sua paixão, Jesus revelou o verdadeiro sentido da fraqueza e do sofrimento humano. Debilitado pela enfermidade e superando as provações na sua fé, o doente completo em sua carne o que falta à paixão de Cristo, como diz São Paulo. É Obra de Misericórdia, visitar os doentes. Cuidando e visitando os doentes, ultrapassamos as barreiras da discriminação e dos preconceitos de que padecem. No Ano Santo da Misericórdia, façamos o exercício de visitar os enfermos e idosos.

7ª mensagem  22.05.16

O Livro dos Macabeus são um testemunho do grande respeito que sua geração tinha pelos mortos. Em tempo de guerra, Macabeus levantava-se de noite para enterrar os falecidos, após as batalhas. Embora sendo proibido realizar o sepultamento dos soldados que morriam no campo de batalha, sua fé profunda na vida depois da morte o levava a fazer esse gesto.
Hoje em dia, muitas pessoas não mais participam do sepultamento, em nossos necrotérios, ou participam apenas com a presença física, pois, não expressam aquela atitude cristã de quem acredita na ressurreição.
Rezar pelos mortos é uma Obra de Misericórdia sempre valorizada nos textos da Bíblia. Jesus esteve presente na sepultura de seu amigo Lázaro, chorou por ele e o ressuscitou.
Rezar pelos vivos também é um tradição que vem desde o início do cristianismo, nas primeiras comunidades. A oração cria comunhão com Deus e com as pessoas, membros da Igreja, tanto os que peregrinam na terra como dos bem aventurados do céu.

6ª mensagem  15.05.16

A cada dia passam em nossos caminhos pessoas que precisam de uma palavra amiga, uma palavra de conforto e esperança. Você já viveu algum momento de aflição, em sua vida? Precisou de alguém para enxugar as suas lágrimas? Nem sempre estamos atentos às pessoas que passam ao nosso lado. Nossa vida é tão cheia de tarefas, trabalhos e obrigações que não somos capazes de perceber a tristeza, abandono e aflição daqueles que convivem conosco ou passam ao nosso lado.
Consolar os aflitos é uma Obra de Misericórdia que agrada a Deus, apaga os pecados e levanta os que precisam de ajuda fraterna e solidária. Há muitas pessoas clamando por socorro, buscando alguém para ouvir os seus lamentos, curar suas feridas, motivar suas vidas. Bem aventurados aqueles que têm compaixão e consolam os aflitos. Um dia ouvirão a voz do Pai: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei a herança que vos está reservada”.

5ª mensagem  08.05.16

Vivemos tempos difíceis. Encontramos muitas pessoas indecisas, desorientadas, perdidas no tempo e no espaço. Pessoas que não se encontraram ainda e estão precisando de ajuda. Não sabem o que fazer da vida, que decisão tomar diante das dificuldades que surgem em seu caminho.
Há uma Obra de Misericórdia que nos orienta a ir ao encontro do irmão para ouvi-lo. Ouvir é muito mais que prestar atenção nas palavras do outro. É ler o coração, sentir suas fraquezas, colocar-se no lugar de quem fala. Não precisamos invadir sua vida, seu interior, desvendando seus segredos. Basta estar ao seu lado, ouvir e aconselhar.
Se soubermos compreender as dúvidas e incertezas dos que se encontram indecisos encontraremos paz e serenidade de coração, e a alegria de ter ajudado alguém a descobrir Deus na sua vida, confiança em si mesmo e a certeza de que não estão sozinhos.
Fique atento aos outros. Ajude, seja misericordioso, faça a experiência do aconselhamento, e um dia também poderá ser ajudado em suas indecisões.

4ª mensagem  01.05.16

Os Profetas não se cansam de dizer: é preciso ir ao encontro dos irmãos e consolar os aflitos, confortar os tristes, enxugar as lágrimas dos que choram e levantar os que andam desanimados e abatidos. Quantas vezes você precisou de alguém ao seu lado para consolar e confortar! Essa é a atitude de todo cristão. Essa é uma obra de misericórdia que apaga os pecados.
Jesus teve compaixão do povo e pede para que você faça o mesmo. Que não ignore os que passam ao seu lado precisando de ajuda. Jesus disse a Pedro: Se eu não te lavar os pés não és meu amigo. Os exemplos de Jesus são uma exigência para todo cristão que busca ser discípulo de Cristo.
Vivemos diariamente ao lado de pessoas que sofrem, torturadas na alma e no corpo, na mente e no coração. Você precisa ter também a sensibilidade de Jesus que percebia a dor das pessoas, se comovia e procurava tomar uma atitude e praticar um gesto de amor. Somente quem ama de verdade é capaz de sentir a dor do outro, abrir o coração e sentir compaixão. Vai, tu, e faze o mesmo, disse Jesus.

3ª mensagem  24.04.16

Pedir perdão a Deus é fácil, mas conceder o perdão aos outros, na maioria das vezes, é difícil. João Paulo II nos deu exemplo, perdoando aquele que atirou nele.
Diante da misericórdia de Deus que perdoa sempre, não podemos negar esse perdão aos outros. Se nós não perdoarmos, impediremos que o perdão chegue até nós. Como disse Jesus: “Se vocês não perdoarem… o Pai de vocês que está no céu também não perdoará”.
O perdão é a expressão da misericórdia de Deus que ama a pessoa do pecador, mas aborrece e detesta o pecado. Para a mulher pecadora Jesus disse: “… nem Eu te condenarei. Vai e não peques mais”.
O perdão que se dá ou se recebe infunde coragem e esperança no pecador, e disposição para olhar o futuro com esperança.
Todos: Ó Pai, perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos.

2ª mensagem  17.04.16

Como o Bom Pastor, somos convidados a ir ao encontro da ovelha perdida: dos irmãos que se desviaram do caminho de Jesus e precisam de ajuda fraterna. Corrigir os que erram é uma sublime atitude de caridade que nos torna misericordiosos como o Pai celeste.
Somos humanos e pecadores, e todos estamos sujeitos a erros. Precisamos do outro para nos corrigir, orientar, e voltar para o rebanho. Esta obra de misericórdia é uma prática que não nos deixa cair no erro da superficialidade, da cegueira, da irresponsabilidade e do egoísmo.
Precisamos superar a cultura da indiferença e do descartável. Precisamos fazer a diferença no mundo: “Vós sois o sal da terra, a luz do mundo, o fermento na massa”, disse Jesus.
Admoestar e orientar os pecadores exige uma dose de paciência, oração, discernimento, palavras certas na hora certa, humildade, domínio de si mesmo, muito amor, e a consciência de que todos somos pecadores.
A correção fraterna é uma lição de vida que nos reconduz ao bom caminho, conjugando sempre ternura e firmeza, verdade e amor.

1ª mensagem  10.04.16

Ano Santo Extraordinário da Misericórdia. Sede misericordiosos, disse Jesus. O Papa nos convida a praticar as Obras de misericórdia espirituais e corporais.
Você tem paciência com as pessoas antipáticas, aborrecedoras, pedantes, invejosas, intolerantes e chatas? No caminho da santidade, a paciência com amor, é fruto do Espírito Santo: é uma perfeição que Deus modela em nós.
Pois bem, esta é uma obra de misericórdia espiritual que você pode praticar. Está ao seu alcance. Lembre-se que o Pai Celeste nos suporta pacientemente, amando-nos de forma incondicional. Você pode suportar os molestos respondendo com gestos de bem querer, de bondade, de paciência, com sentimento de compaixão e misericórdia. Como nos sugere Santa Teresa de Ávila:
“NADA TE PERTURBE, NADA TE AMEDRONTE, TUDO PASSA, A PACIÊNCIA TUDO ALCANÇA = A QUEM TEM DEUS NADA FALTA SÓ DEUS BASTA”


Mensagem para o dia das Mães

Senhor, quero agradecer pela mãe que me destes e que cuidou tanto de mim. Sou feliz por tudo o que ela representa para mim. Com todos os outros filhos e filhas peço por ela nesse dia de festa e de gratidão.  Senhor, eu quero amar sempre minha mãe, até na sua velhice, e quero que ela se sinta sempre amada. Aumentai  as suas alegrias e não permitais que eu me torne um peso para ela. Ajudai-me a adivinhar suas horas de cansaço e preocupações, para que eu possa servir-lhe de “Cirineu”.  Senhor, não permitais que as dificuldades e os desenganos a deixem triste e deprimida, ou que o desânimo a domine. Ajudai-a a enfrentar, com renovada coragem, as suas responsabilidades e sentir alegria pelos trabalhos que realiza,  Senhor, quero vos pedir que minha mãe seja firme e severa quando necessário, sem deixar de ser boa. Que ela não se perca na impaciência, mas saiba perdoar minhas fraquezas. Que eu não repare, Senhor, em seus defeitos, mas procure valorizar suas qualidades. E que eu saiba, não só admirar seus bons exemplos, mas imitá-la. Senhor, conservai minha mãe, no Vosso amor. Que ela me ensine a amar-vos, meu Deus, de todo o coração e amar a todos como Jesus nos ama. E que nossa família viva sempre unida, sob seus cuidados e as Vossas bênçãos, a fim de que possamos, um dia, também, vivermos todos unidos no céu, para cantar Vosso nome. Finalmente, Senhor, a nossa oração muito especial para todas as mães que estão morando convosco, aí no céu.

Padre Magalhães.


A Ressurreição

A Boa Notícia é que Jesus Ressuscitou! A Missão continua, no exercício e na prática da misericórdia, caminhando ao encontro dos irmãos, especialmente os mais necessitados, excluídos, carentes e deficientes do amor do Pai. Esta é a ordem de Cristo: “Não peço que os tires do mundo, mas que os preserves do mal. Eles não são do mundo, como Eu também não sou do mundo”. Foi o que disse Jesus no seu Testamento, na última Ceia (Jo. 17). Nós, cristãos, temos que fazer a diferença no mundo. Diferentes não por atitudes externas, mas pelos gestos concretos de justiça, amor e misericórdia. Neste mundo marcado pelo materialismo, pela mentira, pela violência e pela ambição desmedida, que se expressam na corrupção e no desvio do dinheiro que é do povo e para o povo, temos que fazer a diferença. Sair da mediocridade para combater, individual e coletivamente, esta estrutura de pecado e de morte que vem destruindo a natureza, a vida dos animais e das pessoas, a economia e a esperança da realização do Projeto do Pai que quer vida em abundância para todos, ou seja, paz, fraternidade, amor e solidariedade.

Jesus Ressuscitou! Nós, cristãos, estamos alegres e agradecidos. Nossa fé é fortalecida e nossa esperança revigorada porque Jesus ressuscitado caminha conosco, fazendo ecoar em nossos ouvidos e corações a sua palavra: “Não temais! Eu venci o mundo!… Eu estarei convosco todos os dias até o final dos tempos” (Mt 28,20).

Côn. Luiz Carlos F. Magalhães

Páscoa 27 de março de 2016.


Obras de Misericórdia – Fala o Papa

A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as Obras de Misericórdia Corporal e Espiritual. Você as conhece? Pratica?

Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em atos concretos e cotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito, e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo.  Por isso, “expressei o desejo de que o povo cristão reflita, durante o Jubileu, sobre as Obras de Misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina” (Bula no. 15).

A Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às Obras de Misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais diretamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar.

Por isso, as Obras espirituais e corporais nunca devem ser separadas. Com efeito, é precisamente tocando, no miserável, a carne de Jesus Crucificado que o pecador pode receber, em dom, a consciência de ser, ele próprio, um pobre mendigo. Por esta estrada, também os “soberbos”, os “poderosos” e os “ricos”, de que fala o Magnificat, têm a possibilidade de aperceber-se que são, imerecidamente, amados pelo Crucificado, morto e ressuscitado também por ele. Somente neste amor temos a resposta àquela sede de felicidade e amor infinitos que o homem se ilude de poder colmar mediante os ídolos do saber, do poder e do possui. Mas, permanece o perigo de que os soberbos, os ricos e os poderosos acabem por se condenar precipitando-se , eles esmos, naquele abismo eterno de solidão que é o inferno.

Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimo-lo pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (Lc 1,48) confessando-se a humilde serva do Senhor (Lc 1,38).

Vaticano 4.outubro.2015 – Festa de São Francisco de Assis


Pentecostes, um Espírito Novo

A Solenidade de Pentecostes vem acompanhada da voz do Espírito que sopra onde quer. Com a presença do Papa Francisco que proclama um Ano Santo de Misericórdia, sentimos a renovação que se iniciou com o Concílio Vaticano II e agora se atualiza e se concretiza em gestes de mudança. O essencial permanece. Permanecerá sempre porque quem conduz a Igreja é o Espírito Santo. As barreiras para a transformação vão caindo pela força e ação do Espírito. “Passará o céu e a terra (os homens que colocam obstáculos e barreiras), mas as suas Palavras não passarão”…

Se olhamos a história a partir de baixo, percebemos que os movimentos sociais continuam ativos, mesmo se a mídia não fala deles; talvez estejam mais bem organizados agora, próximos de ONGs e outras organizações e não precisem tanto da estrutura da Igreja. Mas ela está lá presente na figura de leigos que assumem suas responsabilidades ministeriais, de teimosos agentes de pastoral que permanecem em seus trabalhos realizados com total dedicação.

Tais movimentos não são simplesmente reivindicativos, mas, sobretudo, propositivos, o que configura uma mudança substancial e importante que certos setores não percebem, pois, preferem olhar para o passado. O Espírito continua soprando onde quer, criando esperança e possibilidades de um mundo novo.

Tais movimentos se articulam a outros em níveis mais globais, se fazendo presentes nos diversos Fóruns Sociais e Mundiais. Proclamam, fundamentalmente, a possibilidade de um novo mundo em sua organização política e econômica, que dê atenção às reais necessidades de todos os povos, sobretudo, os mais necessitados, e não se prenda apenas aos desejos dos países ricos e desenvolvidos.

Se bem lembrarmos da proposta missionária de Aparecida, aquela Assembleia que foi acompanhada pela oração de tantos pobres e de tantas comunidades, afirmaremos a missão não como cruzada ou reconquista de fiéis, muito menos como reconquista de poder ou de lugar da Igreja na sociedade, mas, sim, como proclamação dos valores do Evangelho do Reino.

Importante é que a sociedade se estruture segundo os valores do Evangelho, lembra Aparecida, o que é a retomada da busca por uma sociedade justa e fraterna como sinal e anúncio do Reino definitivo.

 


Inércia dos pais – fala Papa Francisco

Queridos Pais
O Papa Francisco está preocupado com os pais e sua função na família. Ele alertou para as consequências de uma crise da paternidade nas famílias e na sociedade civil que leva a um “sentimento de orfandade”. Em audiência pública ele lamentou: “Os pais centraram-se de tal forma em si próprios e no seu trabalho, às vezes nas suas realizações individuais, que acabam por esquecer-se até da sua família, e deixam sozinhas as crianças e os jovens”. Francisco revelou que, já como Arcebispo de Buenos Aires, questionava os pais sobre o tempo que dedicavam às brincadeiras com os filhos e que, “na maioria dos casos, o pai estava ausente e não queria perder tempo”. Segundo o Papa, depois de uma época de “autoritarismo”, a figura do pai foi “simbolicamente ausente, sumida, removida” da cultura ocidental, passando-se assim “de um extremo ao outro”. Francisco está enviando essa mensagem especial para os pais, alertando-os contra as consequências dessa atitude negativa dos pais. Ele é incisivo quando fala da ”inércia dos pais, falta de exemplos e de autoridade causando lacunas e feridas que podem ser muito graves” e repercutir no futuro. Recorda que reina entre os jovens um sentimento de orfandade. E isso “é, hoje, muito mais profundo do que se pensa”. Sem dúvida que, esta constatação provoca uma reflexão por parte dos pais uma vez que, mesmo presentes fisicamente, diz o Papa, “não dialogam com os filhos nem se apresentam como figuras de referência passando princípios, valores e regras de vida”. É muito sério ouvir o Papa dizer que “os pais não sabem bem, às vezes, que lugar ocupam na família e como educar os filhos; então, na dúvida, abstém-se, afastam-se e descuram as suas responsabilidades”. Enfim, fala Francisco positivamente: os pais precisam ser “companheiros” para os filhos, “sem se esquecer de que são pais, e precisam exercer sua autoridade e responsabilidade em relação aos filhos”. O Papa sempre foi um ótimo conselheiro para as famílias. Por isso, vale a pena ouvi-lo, levar a sério suas palavras e tomar uma atitude. O que se planta hoje se colhe amanhã, nos dia a Bíblia. Os pais são como agricultores lançando sementes no coração e nas mentes dos filhos. Côn. Luiz Carlos F. Magalhães é jornalista e pároco da Paróquia Cristo Rei mês de abril de 2015 .                                                                                   OUTROS ARTIGOS – fogodaterra.blogspot.com.br


CF-2015 – Fala o Papa no Quinto Domingo

Nas missas da Paróquia, a cada domingo uma mensagem especial:

A Igreja, as comunidades de fé, os cristãos, são ativos na sociedade. Pelo diálogo e pela caridade, eles, cuidam das pessoas que são excluídas da sociedade. Ao mesmo tempo, participam ativamente das discussões e proposições que visam o bem de todos.

Como nos diz o Papa Francisco: “prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e comodidade de se agarrar às próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada com ser o centro, e que acaba presa num emaranhado de obsessões e procedimentos.

Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida. Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta, e Jesus repete-nos sem cessar:

“Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mc 6,37)(4).