22º Domingo do TC

22º Domingo do Tempo Comum

Neste domingo faleceu Dom Bruno Gamberini, Arcebispo de Campinas, com 61 anos de idade e apenas sete anos de governo da Arquidiocese.

 

Mateus põe lado a lado a tentação de Jesus no deserto e a tentação de Pedro. Depois de batizado no Rio Jordão, Jesus vai para o deserto e é tentado pelo demônio. No evangelho de hoje, Pedro também tenta Jesus procurando desviá-lo do Projeto do Pai. Aqui está o centro da tentação. Pecado não é apenas um ato que se comete por descuido, deslise ou até má vontade. É desviar-se do caminho de Jesus, seus preceitos e desejos. No deserto, Jesus responde com sua palavra firme e decidida: “Não só de pão vive o homem… Adorarás ao Senhor e somente a Ele servirás… Afasta-te de mim, Satanás“. O demônio tenta levar Jesus para outro caminho: um Messias triunfalista, vitorioso, dominador. Mas, o demônio havia prometido que voltaria para tentar Jesus. Outras vezes aconteceu isso. De novo, Jesus vai ser tentado, agora através de Pedro. Por isso, Jesus usa a mesma frase para afastar o apóstolo: “Afasta-te de mim, Satanás!”

 

Num segundo momento, o Evangelho nos apresenta as exigências para seguir: “renunciar, tomar a cruz, seguir“. Para ser discípulo é preciso deixar para trás o comodismo e se entregar à missão, com disponibilidade, dedicação, entrega radical. Tomar a cruz é a exigência de aceitar as dificuldades do caminho e estar atento para não se desviar do caminho apresentado por Jesus: a missão que ele confiou. Jeremias é um exemplo dessa entrega total e radical. Ele diz: “Seduziste-me, Senhor! E eu deixei-me seduzir!”. Bem que ele tentou de várias formas afastar-se do caminho. Por pressões internas e externas: “Tornei-me alvo de irrisão o dia inteiro, todos zambam de mim!… Não quero mais lembrar-me disso nem falar mais em Nome dele”.  Oferecer a vida por Jesus, pela missão, não é perder, mas ganhar. Trata-se de “gastar” a vida em favor dos outros, do Reino de Deus, o que significa, ganhar.

 

 

Paulo também foi perseguido a vida toda, por tentações internas e externas. Ele mesmo confessa isso em suas cartas às comunidades. Foi tentado continuamente, mas não se desviou do caminho. Por isso, ele afirma: “Não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais distinguir o que é da vntade de Deus, isto é, o que lhe agrada, o que é perfeito”.